Política

Após ser removido de acampamento, aliado de Bolsonaro anuncia "jejum de palavras"

Em suas redes sociais, Helio Lopes compartilhou sua experiência de jejum e oração, destacando a luta política como uma guerra espiritual.  |  Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Publicado em 29/07/2025, às 13h30 - Atualizado às 13h31   Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados   Daniel Serrano

O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) utilizou as redes sociais para anunciar que iniciou um "jejum de palavras" iniciado na última sexta-feira (25), quando decidiu acampar em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi retirado do local no mesmo dia por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

"Sigo em jejum de palavras, em oração e vigilância, porque não é só uma luta política, é uma guerra espiritual", escreveu o parlamentar em seu perfil no X (antigo Twitter). Na publicação, Helio aparece em uma foto com uma fita de esparadrapo na boca, usada durante o acampamento.

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Ainda no post, o deputado diz que assinou um requerimento para que fosse aberta uma CPI contra Moraes porque "quem se curva dos homens nunca vai se manter firme diante de Deus" e "a liberdade vale mais do que o conforto da omissão". "Nem Alexandre, nem sistema algum, nem ameaça alguma me fará recuar", finalizou.

Decolando do RJ para Brasília agora.
Eu assinei a CPI contra Alexandre de Moraes com a consciência limpa e o espírito em paz.
Não por bravata. Por convicção.

E sigo em jejum de palavras, em oração e vigilância.
Porque não é só uma luta política. É uma guerra espiritual.

Nem… pic.twitter.com/9a9KFCCdYY

— Helio Lopes (@depheliolopes) July 28, 2025

Helio na Praça dos Três Poderes na sexta-feira e registrou o ato em suas redes sociais. Entre os registros está um vídeo publicado no Instagram em que o deputado aparece montando uma barraca. Em seguida, ele posou para uma foto com a boca tampada por esparadrapo, segurando a Constituição em uma mão e a Bíblia na outra.

No mesmo dia, o parlamentar foi retirado do acampamento por decisão de Moraes, que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a “remoção imediata” e proibiu o acesso e permanência dele e dos deputados Sóstenes Cavalcante, Cabo Gilberto Silva, Coronel Chrisóstomo e Rodrigo da Zaeli.

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