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Política

Argentina fechou mais de 32 mil empresas durante o governo Javier Milei

Modelo econômico argentino é umas das referências do plano de governo de Flávio Bolsonaro  |  Reprodução

Publicado em 11/10/2026, às 19h15   Reprodução   Redação

Desde que Javier Mileiassumiu a Presidência da Argentina no fim de 2023, 32.290 empresas deixaram de existir, segundo dados divulgados no sábado (10) pela Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino.

O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%. A queda corresponde à 18ª redução mensal consecutiva.

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Somente em julho, o país registrou 948 empregadores a menos do que em junho. Foi o 18º mês consecutivo de queda na série. No mesmo mês, o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485.

O modelo econômico de Milei é umas das referências do plano de governo do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O plano econômico é capitaneado por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que assumiu o papel de coordenadora econômica da campanha.

Entre as propostas que tiveram o governo argentino como inspiração estão a “tesouraço” com cortes radicais nos gastos públicos, revogação de normas do atual governo e uma série de privatizações.

Causas

O fechamento de empresas ocorre em um cenário de consumo enfraquecido, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, segundo avaliações de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), entidade não governamental de estudos econômicos.

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