Política

Augusto Cury virou fenômeno? Candidato dispara nas redes e começa a chamar atenção na corrida presidencial

Escritor do Avante quase dobrou a popularidade digital em três semanas, chegou a 7,8% em pesquisa e ganhou repercussão após entrevista no Jornal Nacional  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 31/08/2026, às 08h32 - Atualizado às 08h44   Reprodução / Instagram   Redação Bnews

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) registrou forte crescimento no ambiente digital nas últimas três semanas e também avançou nas intenções de voto. 

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo, o Índice de Popularidade Digital (IPD) medido pela Quaest apontou uma alta expressiva de Cury desde 10 de agosto, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro recuaram.

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Em pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31), o escritor aparece com 7,8% das intenções de voto e ocupa a terceira colocação.

Cury quase dobra popularidade digital

O crescimento de Augusto Cury chamou atenção no levantamento da Quaest. Entre 10 de agosto e a quarta-feira passada, o candidato do Avante quase dobrou seu desempenho no Índice de Popularidade Digital.

No mesmo período, Lula e Flávio Bolsonaro registraram queda. Renan Santos ficou estável, enquanto Romeu Zema teve uma ligeira retração.

O avanço também apareceu no número de seguidores. Cury teria passado de 8,3 milhões para mais de 10,5 milhões de seguidores em menos de uma semana.

O movimento levantou suspeitas entre as campanhas de Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Ronaldo Caiado. De acordo com Lauro Jardim, integrantes das campanhas discutiram, em conversas privadas, a possibilidade de uso de robôs para inflar a popularidade digital de Cury.

O próprio IPD, porém, possui mecanismos para identificar esse tipo de comportamento e retirar os robôs do cálculo. Segundo o colunista, o indicador já teria detectado antecipadamente a força digital de Jair Bolsonaro e Wilson Witzel em 2018 e de Pablo Marçal em 2024.

Candidato lidera crescimento nas redes

Um levantamento da consultoria Bites também apontou o avanço de Augusto Cury.

Segundo a análise, ele foi o candidato "que mais adicionou seguidores em seus perfis oficiais nas redes sociais (2,6 milhões, crescimento de 18% na sua base) e o segundo em volume de interações (6,7 milhões), atrás apenas de Flávio Bolsonaro (6,9 milhões)".

Cury também apareceu como "o segundo nome mais buscado do país entre os presidenciáveis" na semana passada, atrás apenas de Lula.

Augusto Cury chega a 7,8% na pesquisa

O crescimento digital veio acompanhado de avanço nas intenções de voto. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira mostra Lula na liderança do primeiro turno, com 43,6%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,7%.

Augusto Cury aparece na terceira posição, com 7,8%. Renan Santos, que ocupava o terceiro lugar no levantamento anterior, caiu de 8% para 7,6%.

Na pesquisa anterior, divulgada em julho, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 36%.

O levantamento ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de agosto, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de ±1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

Disputa pelo segundo turno

Nos cenários de segundo turno testados pela AtlasIntel, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro, com 47,1% contra 42,6%.

Contra Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado, Lula registra 46,8%, enquanto o ex-presidente aparece com 44,1%.

Nos cenários contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, a vantagem de Lula varia entre 5,6 e 21,5 pontos percentuais.

As pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas nesta semana devem indicar se o crescimento de Augusto Cury no ambiente digital também aparece nas intenções de voto.

Entrevista no Jornal Nacional

O crescimento de Augusto Cury nas redes é anunciado poucos dias depois de o candidato participar de uma sabatina da Globo com os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. A entrevista foi realizada no sábado (29), como parte da série com os candidatos à Presidência da República.

Durante a entrevista, Cury apresentou propostas que chamaram atenção, principalmente relacionadas ao uso de tecnologia na administração pública, na saúde e na segurança.

Propostas que repercutiram

Entre as ideias apresentadas pelo candidato está a criação de uma secretaria executiva ou de um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica. Cury afirmou que a digitalização da máquina pública poderia reduzir despesas e citou uma possível economia entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões.

Na saúde, defendeu que 80% das consultas básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) fossem realizadas por telemedicina. Cury foi questionado sobre um possível conflito de interesses por ter sido embaixador de uma empresa do setor e negou que ainda mantenha relação com a companhia.

Na área de segurança, o candidato propôs o uso de drones e de um aplicativo para acelerar o atendimento a mulheres vítimas de violência. Segundo Cury, a ferramenta teria um botão de alerta capaz de acionar a delegacia mais próxima.

Outra proposta que ganhou repercussão foi a ideia de utilizar influenciadores digitais nas embaixadas brasileiras. Cury defendeu uma “repaginada” na atuação diplomática para melhorar a promoção dos produtos e da imagem do Brasil no exterior.

“Nós, em destaque, deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora”, afirmou Cury durante a entrevista.

A proposta de Augusto Cury de colocar influenciadores digitais nas embaixadas brasileiras virou meme após a sabatina no Jornal Nacional. A ideia foi apresentada pelo candidato durante uma pergunta sobre a relação do Brasil com outras potências e sobre a atuação do Itamaraty no exterior.

Discurso de alternativa à polarização

Na entrevista, Cury também buscou se apresentar como uma alternativa à polarização entre os principais nomes da disputa presidencial. O candidato do Avante é escritor e médico e estreou na política eleitoral em 2026.

Classificação Indicativa: Livre


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