Política
Publicado em 22/11/2025, às 09h22 Marcelo Camargo / Agência Brasil Tiago Di Araújo
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22), em uma sala de 12 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal. A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência de descumprimento de medidas cautelares, e o local de detenção do ex-presidente é equipado com comodidades que garantem o cumprimento da legislação brasileira para ex-autoridades.
A sala onde Bolsonaro está detido foi recentemente reformada e inclui um banheiro privativo, cama, cadeira, armário, escrivaninha, televisão, frigobar e ar-condicionado. As características do espaço são semelhantes àquela onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu detido durante a Operação Lava Jato, na Superintendência da PF em Curitiba, quando cumpria pena após ser condenado no caso do tríplex do Guarujá (sentença que foi posteriormente anulada pelo STF).
A legislação brasileira assegura que ex-presidentes e outras autoridades com prerrogativas de função, como ministros e governadores, tenham direito a condições dignas durante a detenção. A medida, conhecida como "sala de Estado-Maior", foi criada para proteger a integridade física do preso e garantir tratamento compatível com a sua posição social e política.
O ex-presidente Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, após os ataques de 8 de janeiro, e estava cumprindo prisão domiciliar preventiva desde agosto. A detenção ocorre em meio a investigações sobre seu papel nos eventos que resultaram na invasão das sedes dos três poderes em Brasília.
Além de Bolsonaro, outros ex-presidentes também foram presos em instalações similares, como Michel Temer, que passou quatro dias na Superintendência da PF no Rio de Janeiro após a Operação Descontaminação, um desdobramento da Lava Jato no Rio.
A prisão de Bolsonaro na Superintendência da PF foi realizada de forma a garantir o cumprimento das prerrogativas legais, com a medida preventiva visando à preservação da ordem pública enquanto o ex-presidente aguarda o andamento das investigações e processos judiciais.