Política
Publicado em 06/05/2026, às 19h29 Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Carolina Papa
A Câmara Municipal de Salvador (CMS) rejeitou na tarde desta quarta-feira (6) uma moção de apoio à deputada federal Erika Hilton (PSOL), alvo de ataques após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Analisada no plenário da casa legislativa, a moção computou votos contrários de quase todos os vereadores presentes da bancada governista. Durante a votação conforme apurado pelo BNews, o vereador Téo Senna (PSDB) chegou a pedir para que a correligionária Cris Correia (PSDB) também se juntasse ao entendimento da base, o que foi negado pela tucana.
A moção nº 72/2026 foi encaminhada à CMS pelo vereador Hamilton Assis (PSOL). No texto enviado à Câmara de Salvador, o psolista destaca que a comissão sob comando de Erika Hilton “deverá abordar todas as mulheres sem exceção na sua dignidade e na sua pluralidade”.
Erika Hilton assumiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados em março. Primeira mulher trans a assumir o cargo, ela foi eleita com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco.
“A Deputada foi eleita presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque tem repertório, trajetória e uma atuação consistente na defesa dos direitos das mulheres e das pessoas mais vulnerabilizadas. Destarte, é uma eleição que representa uma reparação histórica e amplia a inclusão na política brasileira”, destacou Hamilton Assis na proposição.
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