Política
Publicado em 05/08/2025, às 18h40 Reprodução / Youtube Davi Lemos
O ex-deputado federal Julian Lemos fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-parlamentar eleito pela Paraíba em 2018 chamou Jair Bolsonaro de "farsante" e insinuou que os filhos dele - Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro - seriam corruptos e que teriam aprendido as práticas do chefe do clã. Lemos ainda disse que o ex-presidente, durante o mandato, mutilou moralmente aliados.
"Começou a mutilar moralmente as pessoas que o ajudaram, a exemplo de Gustavo Bebbiano. Então não sou obrigado a fazer parte disso. Bolsonaro é um farsante, é tudo aquilo que representa a mentira, o engano, a corrupção - porque os filhos dele são corruptos assim como ele, que herdaram isso dele - é exatamente isso", disse o ex-deputado federal, em entrevista, nesta terça-feira (5), ao Se Liga Bocão, na Rádio Baiana FM 89,3. "Ou você acha que aquela casa, aquela mansão foi comprada de Flávio Bolsonaro, que custa 12 milhões [de reais]. Dizem que pagou 6 [milhões] e foi registrada a 100 quilômetros de Brasília por que? Se era um negócio tão legal e tão limpo?", questionou o parlamentar.
Julian Lemos também explicou a frase em que ele dizia que "era mais Bolsonaro que o próprio Bolsonaro". "É que o bolsonarismo inicial não era essa mutação política que aconteceu onde perdeu-se qualquer tipo de reconciliação com aquele que pensa diferente, com a tolerância, com o processo democrático que deve ser respeitado. E eu nunca fiz parte disso. Se você reparar, o Bolsonaro de hoje empurra aliado. Chegou aqui no meu estado, deu empurrão em deputado aliado, deu um grito em um pastor que vivia bajulado e ele e é assim", explicou Lemos.
"Eu nunca me submeti a isso [...] Eu era aliado, eu não era um alienado. Hoje você vê deputados fazendo papel de vassalos dele; eu nunca fui vassalo, fui um braço direito, alguém que eu achava que era meu amigo, por quem eu tinha consideração", reiterou.
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