Política
Publicado em 10/10/2026, às 10h12 Jornal Nacional/Reprodução Eduardo Costa
O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmou na sexta-feira (9) que o governo Lula (PT) rejeitou um pedido de apoio para o combate dos incêndios florestais que atingem o Amazonas.
"Nós já tivemos um retorno negativo, de que não seria possível apoiar. Reforço e apelo mais uma vez: o estado do Amazonas precisa somar esforços com o Governo Federal para fazer um enfrentamento qualificado", disse Muniz ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica.
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A alegação foi rebatida pelo Ministério do Meio Ambiente, que afirmou que o apoio foi oferecido no fim de setembro.
De acordo com o G1, os bombeiros enviaram dois ofícios onde constam o pedido de recursos para auxiliar no combate aos incêndios florestais, solicitado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 18 de setembro, e a resposta da pasta, assinado em 1º de outubro.
No pedido, assinado pelo comandante Muniz, é citado sobre a necessidade de quatro aeronaves para combater o fogo, uma aeronave para transportar equipes e equipamentos e recursos para a compra ou aluguel de veículos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu informando que não poderia atender à solicitação naquele momento, pois a Secretaria Nacional de Segurança Pública não dispunha de equipamentos desse tipo para doação e indicou alternativas para a obtenção de recursos federais.
Por outro lado, em entrevista à Rede Amazônica, o ecretário extraordinário de controle do desmatamento e ordenamento ambiental e territorial do Ministério de Meio Ambiente, André Lima, afirmou que o apoio foi oferecido.
"Não procede, porque nós recebemos a visita, inclusive, do secretário estadual de Meio Ambiente do Amazonas, no Ibama, poucos dias atrás. Nós oferecemos, já combatemos 211 incêndios no Estado do Amazonas, que já foram extintos", disse.
Ainda segundo o secretário, equipes do Ibama e do ICMBio estão atuando em 20 outros incêndios florestais em curso na região.
"Oferecemos combatentes do programa RESPADE, que é o Resposta a Ações Integradas para Situações de Desastres, do Ministério da Justiça. Uma aeronave do programa PEGASUS, que é o Projeto de Gerenciamento de Aeronaves em Situação de Urgência, também do Ministério da Justiça. Tudo isso em apoio, um helicóptero equipado, mobilizado também com agentes nossos", declarou.
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