Política
Publicado em 15/07/2026, às 20h42 - Atualizado às 20h55 Reprodução Daniel Serrano e Davi Lemos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta quarta-feira (15), em Salvador, à queixa-crime apresentada pelo ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante coletiva de imprensa, Boulos afirmou que Caiado tenta desviar o foco das informações divulgadas pela imprensa e das investigações sobre contratos firmados pelo governo goiano.
“O Caiado precisa se deparar com os fatos. Ele não está brigando comigo, ele está brigando com os fatos. Toda a grande imprensa do país publicou que o governo dele botou um contrato de 140 milhões de reais para uma entidade que foi comprovado que fazia lavagem de dinheiro para o crime organizado. Eu fui cobrar coerência do Caiado. Ele gosta de dizer que ele é o 'xerifão' da segurança pública? Ele gosta de atacar o presidente Lula e o nosso governo em relação à segurança pública? Por que é que no governo dele foi 140 milhões de reais para uma empresa ligada ao crime? Se ele ficou bravo com isso, aí é um problema dele, para que ele fique bravo com os fatos. Porque o que eu disse foi o que toda a grande imprensa publicou e o que a Polícia Civil de São Paulo, de um governador aliado a ele, investigou”, declarou.
A manifestação ocorre após Caiado apresentar ao STF uma queixa-crime contra Boulos pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. A ação foi motivada por um vídeo publicado pelo ministro nas redes sociais, no qual afirma que o ex-governador estaria “envolvido hoje num escândalo relacionado ao crime organizado lá em Goiás”.
Na gravação, Boulos repercutiu reportagem do portal UOL que revelou que um empresário preso sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC preside uma fundação que mantém contratos de cerca de R$ 141 milhões com o governo de Goiás. A defesa de Caiado, no entanto, sustenta que a investigação não tem relação com os contratos firmados pela administração estadual e acusa o ministro de construir uma “narrativa falsa” ao sugerir o envolvimento direto do ex-governador no caso.
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