Política
Publicado em 16/07/2026, às 08h53 Devid Santana/BNews Matheus Simoni
Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos (Psol) foi entrevistado nesta quinta-feira (16) no programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3 e BNews TV, e evitou se envolver em polêmica sobre as disputas internas no PSol. O partido passou a sofrer debandadas internas por conta da aproximação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e o abandono de pautas consideradas identitárias à legenda.
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Não estou acompanhando o debate interno da vida do PSol. Estou afastado da vida partidária. Meu foco é atuar como ministro do presidente Lula e ajudá-lo na campanha. Não tenho tido condições e nem tempo de tratar da disputa partidária", disse Boulos.
Ele citou o caso envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), uma das principais figuras do partido. Ele classificou a colega de partido como uma das caras mais conhecidas da política nacional e disse que ela não foi respeitada.
"No caso da Erika Hilton, eu acompanhei de perto. Ela é uma puxadora, é minha correligionária de São Paulo. É uma grande liderança e foi quem fez a PEC contra o 6x1 [...]. Acordo se cumpre. Havia um acordo com a Erika na mesa de que ela receberia um recurso a mais por ser uma puxadora de votos. Isso não foi cumprido", apontou o ministro.
Deputado federal licenciado, Guilherme Boulos ainda criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Ele lamentou que a Casa Legislativa tenha decidido entrar em recesso antes de votar pautas prioritárias para a população, como o fim da escala 6x1.
"O Senado vai entrar em férias amanhã. É impressionante que os senadores entrem em férias, alguns fazendo viagens internacionais, sem ter votado aquilo que garante um dia de semana a mais de descanso para a população", disse Boulos. "Uma coisa é a vontade dele [Alcolumbre]. Ele é presidente de um poder. Mas outra coisa é a vontade do povo brasileiro", acrescentou.
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