Política

Brics descarta ameaças de Donald Trump e deve avançar no uso de moedas locais; entenda

Trump reiterou ameaça de impor tarifas de 150% sobre produtos dos países do BRICS  |  Youtube/Reprodução

Publicado em 27/02/2025, às 13h04 - Atualizado às 14h24   Youtube/Reprodução   Rebeca Santos

A primeira reunião dos principais negociadores do BRICS, que ocorreu em Brasília, destacou-se pela decisão dos membros de ignorar as ameaças de Donald Trump e deve avançar com a proposta de desenvolver um sistema que permita o uso de moedas locais nas transações comerciais entre os países do bloco.

Sob a presidência do Brasil, o encontro encerrou na últma quarta-feira (26) com a aprovação do programa de trabalho para o grupo de 11 nações emergentes em 2025. Conforme revelado ao UOL por diplomatas brasileiros e estrangeiros, a questão das moedas locais permanecerá na agenda do bloco para o próximo ano.

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Recentemente, Trump reiterou a ameaça de impor tarifas de 150% sobre produtos dos países do BRICS, caso o grupo decida reduzir a influência do dólar no comércio internacional.

Na semana passada, o presidente americano chegou a declarar que o BRICS estava "morto" após suas advertências sobre sanções contra quem marginalizasse a moeda americana.

"O BRICS morreu no momento em que eu mencionei isso", disse Trump. "Se eles insistirem nessa ideia, não terão mais comércio conosco", acrescentou. "O que vocês acham que vai acontecer?", questionou.

Durante a reunião da última terça-feira (25), o nome do presidente americano sequer foi citado pelos representantes do bloco. Apenas em um momento, um dos governos presentes fez uma observação irônica sobre o fato de que "há um país que não aprova essa ideia".

A proposta do Brasil, porém, é evitar que o tema se torne uma disputa ideológica. O Itamaraty busca promover o debate com base em uma abordagem "pragmática, técnica e delimitada", justamente para não criar um confronto direto com Trump.

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