Política

Brigado com Bolsonaro, Romário vira alvo da base bolsonarista

O rompimento definitivo entre Romário e Bolsonaro aconteceu no primeiro turno das eleições de 2022  |  Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 12/08/2025, às 10h10   Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Jefferson Rudy/Agência Senado   Rebeca Santos

O senador Romário (PL-RJ) mantém uma relação negativa com o ex-presidente Jair Bolsonaro desde a eleição de 2022 e tem se mantido contrário à onda de críticas dos bolsonaristas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Romário foi o único dos 14 senadores do PL a não apoiar pedidos de impeachment contra Moraes, o que gerou insatisfação na base bolsonarista.

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Segundo aliados, a relação do senador com a ala do partido está “inviabilizada”.

Além de Romário, a senadora Eudócia Caldas (AL) também não apoiou a proposta de impeachment. Eudócia, que era do PSB antes de migrar para o PL durante o mandato, fez parte de um acordo local com seu filho, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL). Ambos já sinalizam a possibilidade de deixar o PL e retornar ao PSB.

Já Romário, apesar do atrito com o bolsonarismo, preserva boas relações com outras lideranças do PL, como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

O rompimento definitivo entre Romário e Bolsonaro aconteceu no primeiro turno das eleições de 2022, quando o então presidente indicou apoio a Daniel Silveira (PTB), candidato ao Senado, apesar de sua inelegibilidade. 

Segundo informações do O Globo, uma fonte próxima ao senador revelou, sob anonimato, que Romário nunca superou o que considera uma postura “dúbia” de Bolsonaro durante a campanha, e por isso “ninguém espera que ele atue pelo impeachment” de Moraes. 

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