Política

Bruno Reis anuncia rescisão de contratos investigados e diz que oposição "não tem credibilidade" para pedir CPI

Reis responde a acusações de prevaricação e compara sua postura com a de adversários em relação a irregularidades  |  Devid Santana / Bnews

Publicado em 16/07/2026, às 10h45   Devid Santana / Bnews   Anderson Ramos e Yuri Pastori

Após a operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), que investiga um esquema criminoso instalado dentro da Prefeitura de Salvador, o prefeito Bruno Reis (União) disse que a oposição não tem credibilidade pra pedir CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). 

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A declaração ocorreu, nesta quinta-feira (16), durante evento de lançamento do novo programa Empreenda Salvador, no SAC do Empreendedor, localizado no Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros.

"Nós temos lá diversos secretários investigados no Estado, e eles não tomam nenhuma providência e os aliados na Câmara Municipal de Salvador não falam nada", disparou.

Reis reiterou que a gestão municipal já adotava medidas em relação a empresas que prestam um mal serviço. "Já adotamos as medidas. [...] A Prefeitura já vinha, seja administrativamente, seja judicialmente, impedindo que elas fossem contratadas pelo poder público", contou.

O gestor municipal voltou a agradecer ao MP por identificar as fraudes e voltou atrás em relação à declaração que deu inicialmente à imprensa sobre o assunto, ao afirmar agora que a Prefeitura não sabia das irregularidades.

"Agradeço ao Ministério Público pela operação. Se identificou qualquer irregularidade, qualquer desvio de recurso público, depois do contraditório e da ampla defesa, quem tiver responsabilidade que assuma as suas responsabilidades", declarou.

O prefeito da capital baiana detalhou as ações recentes da Procuradoria para o encerramento de contratos: "Ontem, nossa procuradoria esteve despachando com a juíza pedindo a ela que ampliasse os efeitos para a gente automaticamente, imediatamente, rescindir os contratos e suspender qualquer eventual pagamento que esteja aí tramitando [...]"

Ele rebateu ainda o deputado estadual Robinson Almeida (PT) que o acusou de ter prevaricado por, segundo o parlamentar, saber do esquema e ter se omitido. "Deputado Robson precisa estudar, entender de legislação, de direito, para poder fazer qualquer tipo de colocação. Eu acho que disso ele entende quase nada ou muito pouco", disparou.

Bruno comparou a postura dele com a dos adversários. "[...] a Prefeitura não irá pagar mais qualquer recurso, irá rescindir os contratos e irá instaurar a sindicância para apurar as responsabilidades. Veja, uma postura completamente diferente da que os nossos aliados praticam quando identificadas irregularidades nos seus governos", alegou.

"[...] isso tem a ver com gestão. Política vai se decidir no dia 4 de outubro e as pessoas sabem quem performa, quem entrega, quem dá resultado, quem não tá com enrolação com falsas promessas... Sabe, quando tem problemas como esse, quem toma decisões firmes e rigorosas, e quem passa a mão na cabeça, acoberta, protege [...]", acrescentou.

Sobre as eleições de outubro, Bruno disse que percebe um sentimento de mudança política. "[...] acho que o que vai definir a eleição, volto a dizer, é o sentimento de mudança. As pessoas cansaram. 20 anos já é tempo demais. As pessoas tiveram paciência demais. O PT teve todo o tempo e as pessoas não conseguem mais e não vão mais esperar", declarou.

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