Política

Bruno Reis cita Caiado e Kassab ao defender autonomia de aliados e diz que Bahia precisa de mudança após governo do PT

Prefeito Bruno Reis afirma que aliados têm liberdade para escolher seus apoios em nível nacional, aguardando convenções internas.  |  Deivid Santana / BNEWS

Publicado em 02/07/2026, às 09h36 - Atualizado às 09h36   Deivid Santana / BNEWS   Informações de Carolina Papa

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (2), durante entrevista à imprensa nos festejos do 2 de Julho, que aliados políticos possuem autonomia para escolher seus apoios em nível nacional e que a definição de alianças do partido na corrida eleitoral ainda depende de convenções internas. Ele também comentou o cenário político na Bahia e disse que o grupo busca “mudança” após duas décadas de governos do PT.

Definição de alianças ainda em aberto
Bruno Reis explicou que o partido ainda aguarda decisões das convenções nacional e estadual, previstas para julho e agosto.

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“Reunião com a Executiva Nacional ontem para discutir questões estaduais e, naturalmente, mais próximo aí do prazo final, que é 5 de agosto. Nossa convenção será no dia 22 de julho no Centro de Convenções, a convenção estadual. E aí a convenção nacional do partido é que vai definir o posicionamento, é, se vai ter uma candidatura própria, quem será essa candidatura própria, se vai indicar vice na chapa de alguém, se vai, é, liberar os estados para cada um fazer suas alianças conforme a realidade regional. Enfim, então vai depender aí do que a Convenção Nacional decidir, que deve ser lá no prazo final de 5 de agosto”, afirmou.

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Avaliação sobre articulações políticas
Ao ser questionado sobre possíveis impactos das movimentações internas e nacionais, o prefeito afirmou que o cenário gera disputas dentro dos partidos e entre grupos políticos.

Na oportunidade, o gestor municipal comentou sobre a situação de Gilberto Kassab, presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD) e pré-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), em uma chapa puro sangue.

“Eu acho que causa um imbróglio aqui para eles, né? Porque Kassab é do PSD, que é um partido que aqui na Bahia não está com o Lula, então vamos, vamos aguardar aí os acontecimentos até o final”, disse.

A fala cita o presidente nacional do Partido Social Democrático, Gilberto Kassab, que articula nacionalmente uma pré-candidatura do partido à Presidência da República.

Autonomia de aliados e cenário político na Bahia
Bruno Reis também comentou a diversidade de apoios dentro do seu grupo político e afirmou que aliados têm liberdade para escolher seus candidatos em nível nacional.

“Zé Ronaldo já havia apoiado, né, lá em 2018, é, Bolsonaro à época. É uma posição que ele tem. Zé Ronaldo sem sombra de dúvida na política da Bahia é o maior exemplo de coerência, de alguém que sempre manteve as suas posições, suas convicções, do seu lado político. Então, todos aqui, é, no nosso grupo, estão livres, e todos têm autonomia, e todos têm liderança e têm decisão própria para tomar. Então, tem gente no nosso grupo que está com Zema, tem gente que está com Flávio, gente que está com Caiado, gente que está com Renan Santos, gente que está com Augusto Cury. Então, tem, é, liderança. Tem gente que está com Lula, e que, é, efetivamente a gente respeita o posicionamento de cada um”, declarou.

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Críticas ao governo da Bahia
Ao tratar do cenário estadual, o prefeito afirmou que o grupo político busca alternância de poder após 20 anos de gestões do PT na Bahia e criticou indicadores sociais do estado.

“O que nós queremos é vencer as eleições na Bahia, afinal de contas já são 20 anos, 20 anos de promessas, 20 anos em que os piores indicadores do estado só fizeram, é, degringolar. Piorou a educação, piorou a segurança pública, piorou a saúde, piorou o índice de desenvolvimento humano. Então, enfim, a gente não tem o que celebrar, a gente quer mudança. 20 anos é mais do que suficiente para ter tirado promessas do papel. Quais foram as três grandes promessas do PT? Vamos resgatar isso, gente, convidar vocês da imprensa. Wagner se elegeu em 2006 prometendo a ponte Salvador-Itaparica, o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste. Nenhum dos três principais projetos do PT em 20 anos aconteceram. Então, tá aí, é hora de mudança, é hora de libertar a Bahia da mão do PT”, afirmou.

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