Política
Publicado em 17/09/2026, às 11h40 - Atualizado às 12h00 Devid Santana/BNews Yuri Pastori
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), se manifestou pela primeira vez, nesta quinta-feira (17), após decisão do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em rejeitar pedidos de busca e apreensão contra ACM Neto (União Brasil).
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Segundo o gestor municipal, a falta de elementos que apontem irregularidades cometidas pelo ex-prefeito justificam a medida.
“Virou moda pedir busca e apreensão. Mas quando ela é negada, que foi o caso específico em relação a ACM Neto, é porque nem sequer havia indícios. Então comprova que não há qualquer ilegalidade cometida por ACM Neto”, afirmou.
A Polícia Federal (PF) havia solicitado diligências relacionadas ao ex-prefeito de Salvador no âmbito da operação Overclean. O pedido, no entanto, acabou rejeitado pelo Judiciário.
Bruno Reis avalia que a informação não trará impactos para a disputa eleitoral na Bahia. Ele criticou a repercussão pública da operação em período eleitoral e questionou a atuação das instituições nesta época.
“Acho que não [impacta]. Virou, infelizmente, polícia fazendo política, Justiça fazendo política. Essa operação tem dois anos, gente, e aí chega na véspera da eleição é que acontece? O cidadão sabe que o que está por trás disso, no final do dia, é política”, declarou.
Procurado pelo BNews, o candidato ACM Neto afirmou que vê uma tentativa de interferência no processo eleitoral por meio da divulgação do que classificou como “factoides e insinuações mentirosas e falsas”.
Segundo o candidato, vazamentos seletivos estariam sendo utilizados para associar seu nome indevidamente a situações com as quais, de acordo com ele, nunca teve envolvimento. ACM Neto afirmou ainda que já havia denunciado esse tipo de ataque à candidatura durante uma coletiva de imprensa realizada na semana passada.
O candidato também destacou que a Operação Overclean teve início em dezembro de 2024 e declarou que, desde então, “nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta” que o relacionasse à prática de ato ilícito. ACM Neto atribuiu a ausência de envolvimento ao fato de, segundo sua versão, não ter relação com os fatos investigados.
Ainda conforme ACM Neto, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que indeferiu o pedido formulado na representação, reforçaria a posição apresentada por sua defesa. O candidato afirmou que o episódio seria uma “nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”.
Na declaração, ACM Neto também criticou o grupo político que, segundo ele, controla o Governo da Bahia há 20 anos e afirmou que seguirá em campanha, apresentando propostas e dialogando com eleitores até 4 de outubro.
“Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia”, declarou.
"Nota à imprensa de ACM Neto sobre Operação Overclean
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”"
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