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Política

Cabo do Exército é apontado como fornecedor de armamentos e munições para facções criminosas na Bahia

Apenas para uma célula criminosa, o cabo teria vendido cerca de mil  munições de fuzil, além de granadas e armas curtas.  |  Reprodução / TV Globo

Publicado em 13/09/2026, às 22h12 - Atualizado em 14/09/2026, às 00h00   Reprodução / TV Globo   Redação Bnews

Uma investigação conjunta da Polícia Civil (PC) e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou que o cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira, lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro da Pituba, em Salvador, é apontado como um dos principais fornecedores de armamento pesado para o crime organizado na Bahia.

As investigações contra o cabo começaram após uma ação policial realizada no bairro de Itapuã, em Salvador, onde foram apreendidos celulares em um imóvel utilizado por criminosos como entreposto para armazenamento e refino de drogas.

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A perícia descobriu que um dos aparelhos pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado como responsável por abastecer diferentes facções baianas com armas e entorpecentes. No celular, foram encontradas mensagens trocadas diretamente com Deivison dos Santos Ferreira.

Na conversa, o cabo tentava esconder sua identidade por meio de emojis, mas teria repassado dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber transferências referentes aos pagamentos ilícitos.

De acordo com a investigação, apenas para uma célula criminosa, o cabo teria vendido cerca de mil munições de fuzil, além de granadas e armas de fogo de menor porte.

A operação deflagrada pela Polícia Civil resultou no cumprimento de 33 mandados de prisão contra suspeitos de integrar a organização criminosa. A maioria das prisões, 27 no total, ocorreu em Salvador e cidades da Região Metropolitana.

Outras duas prisões ocorreram no interior da Bahia, além de desdobramentos da operação em Sergipe e São Paulo.

O cabo Deivison dos Santos Ferreira já estava custodiado em uma unidade militar antes da deflagração da ação da Polícia Civil. O Comando da 6ª Região Militar confirmou que o militar havia sido preso preventivamente pela Justiça Militar em um procedimento que apura o desaparecimento de coletes balísticos de uso das Forças Armadas.

Em nota, a defesa do militar nega todas as acusações e afirma que os esclarecimentos serão apresentados no momento oportuno perante a Justiça.

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