Política

Câmara de Salvador aprova punição a Uber e outros apps por exclusão indevida de motoristas

Lei aprovada proíbe sanções automáticas e exige justificativas detalhadas para afastamentos de motoristas do Uber, 99pop, iFood e outros aplicativos  |  Divulgação

Publicado em 15/10/2025, às 19h38   Divulgação   Henrique Brinco

A Câmara Municipal de Salvador aprovou um polêmico projeto de lei que estabelece punições para aplicativos, como Uber e 99pop, que excluírem motoristas ou entregadores sem garantir o direito à ampla defesa. A proposta, de autoria do vereador Alexandre Aleluia (PL), altera a lei que regulamenta o Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros (STIP) na capital baiana. A votação aconteceu nesta quarta-feira (15).

O texto prevê que a exclusão de um prestador de serviço sem o devido processo legal poderá resultar em multa equivalente a até cinco vezes o valor de uma infração grave. A proposta também se estende a operadoras de entrega de alimentos, mercadorias e produtos (como o iFood). 

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Além disso, quando houver decisão judicial determinando a reintegração do motorista por exclusão indevida, a plataforma estará sujeita a uma penalidade de três vezes o valor da multa grave, sem prejuízo de eventuais indenizações civis por danos materiais ou morais.

A nova legislação também cria um artigo que assegura aos motoristas e entregadores uma série de direitos dentro dos processos internos das operadoras de aplicativo. Entre eles, estão o direito à defesa com acompanhamento de advogado, prazo mínimo de dez dias úteis para manifestação, acesso às provas, proibição de sanções automáticas baseadas em algoritmos e possibilidade de recurso administrativo.

O projeto ainda determina que as plataformas não poderão afastar prestadores de serviço de forma cautelar, exceto em casos excepcionais relacionados a crimes devidamente registrados em boletim de ocorrência. As empresas deverão comunicar formalmente qualquer decisão e apresentar justificativas detalhadas. A matéria segue agora para sanção ou veto do prefeito Bruno Reis (União Brasil).

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