Política
Publicado em 13/07/2026, às 17h11 Valter Campanato/Agência Brasil Daniel Serrano
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência criticou nesta segunda-feira (13), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas do parlamentar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias.
A decisão foi tomada após o senador ter divulgado, no último sábado (11), uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Bolsonaro diz que o momento é de “deixar de lado as possíveis diferenças” e se empenhar para a eleição de Flávio.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político”, diz a nota, assinada pelo coordenador da campanha, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
Ainda na manifestação, publicada no canal de comunicação da pré-campanha de Flávio, Marinho diz que Moraes “reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual”.
“Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, diz trecho.
Leia a nota da campanha de Flávio na íntegra:
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político.
A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição.
O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais.
Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento.
Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa.
Senador Rogério Marinho
Líder da Oposição no Senado Federal
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