Política
Publicado em 22/10/2026, às 13h45 Joédson Alves/Agência Brasil Matheus Simoni
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos candidatos à presidência da República no segundo turno das eleições, apresentaram nesta quinta-feira (22) um acordo autorizando a total e simultânea abertura de sigilos de ambos, com divulgação em endereço eletrônico de acesso público. O documento foi divulgado pelo senador Camilo Santana, coordenador da campanha petista.
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O documento será entregue ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por julgar o pedido na Corte. Ele ainda precisa dar o aval à liberação da abertura dos sigilos.A campanha de Lula já entregou ao órgão a autorização para derrubar os sigilos. A de Flávio confirmou que também vai liberar até às 23h59 desta quinta.
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos", diz o documento.
O desafio foi lançado pelo presidente Lula e aceito pelo seu adversário. O acordo foi fechado após um impasse sobre a inclusão de uma empresa relacionada ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo de Flávio.
A equipe de Flávio resistiu à inclusão da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Segundo os petistas, a companhia foi retirada de uma manifestação anterior apresentada pela campanha do senador ao TSE. No entanto, ela voltou a ser incluída após o acordo.
Na última quarta-feira (21), a defesa de Lula tinha registrado que o petista "não se opõe a absolutamente nada" quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, principalmente em relação aos novos pedidos de Flávio. No entanto, o presidente afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inclua, na divulgação de sigilos, os dados da Alcazar.
Edinho Silva, presidente do PT e também integrante da campanha de Lula, afirmou que a autorização assinada pelo presidente foi elaborada por ele mesmo. O dirigente defendeu que os dados sejam disponibilizados ao público antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
A petição requer que Mendonça determine “a requisição dos dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e a sua divulgação simultânea no DivulgaCand Contas ou em outro sitio eletrônico de acesso público”.
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