Política

Candidata à Presidência promete ‘calote’ na dívida pública e dobrar salário mínimo

Samara Martins (UP) defende suspender o pagamento da dívida pública nos 100 primeiros dias, nacionalizar bancos e recursos estratégicos e reestatizar empresas privatizadas  |  Samara Martins - Divulgação/UP

Publicado em 30/08/2026, às 07h54   Samara Martins - Divulgação/UP   Eduardo Costa

A candidata à Presidência da República, Samara Martins (UP), defende aumentar em 100% o salário mínimo e o fim do pagamento da dívida pública como uma de suas propostas.

A presidenciável se define como uma "alternativa socialista à esquerda tradicional" e diz que pretende aplicar o "socialismo brasileiro".

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Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Samara diz que nos seus 100 primeiros dias de governo pretende dar um "calote" na dívida pública, suspendo o pagamento.

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A candidata também defende a  reestatização de empresas públicas privatizadas e a nacionalização de recursos estratégicos, como terras raras, petróleo e minérios.

Ela propõe ainda a "nacionalização dos bancos" para quem segundo ela "o dinheiro do povo brasileiro não esteja à mercê dos bancos privados".

Nos registros do Tribunal Superior Eleitoral, o plano de governo de Samara Martins tem apenas duas páginas. Ela justificou que o documento foi registrado pela exigência legal, mas que devem lançar um novo programa mais detalhado.

"A gente não conseguiu no tempo que a gente queria. Vamos apresentar [um novo plano de governo], até porque já temos um programa, que é o programa da Unidade Popula".

Mesmo sendo um partido de esquerda, a UP rejeita integrar uma federação com partidos como PT e PSOL ou PSTU e PCB. 

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