Política

Candidata de extrema-direita defende tarifa de ônibus mais cara; veja vídeo

A candidata  justificou que o modelo serve para incentivar o uso racional do transporte  |  Franklin de Freitas / Divulgação Band

Publicado em 16/10/2024, às 11h34   Franklin de Freitas / Divulgação Band   Rebeca Silva

A candidata da extrema-direita à Prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml (PMB), revelou durante o debate da Band, realizado na última segunda-feira(14), seu plano para o transporte coletivo. 

O assunto veio à tona quando Eduardo Pimentel (PSD) questionou o plano chamado “Passagem Proporcional” seria cobrada por tempo de uso do serviço, ou seja, quem vive mais longe do Centro pagaria mais do que os moradores da região central. 

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“Prestem atenção no que eu vou falar! É sério! Você que mora no Tatuquara, no Sítio Cercado, na CIC, no Boqueirão, no Cajuru, no Atuba, no Bairro Alto, no Santa Cândida, através da proposta dela, que está escrita, você vai pagar mais passagem de ônibus para chegar no Centro da cidade do que quem mora no Batel e vai para o Centro da cidade. Isso é grave! Ela quer tirar a passagem única e cobrar por período que você ande. Pense, você acha que é justo com o trabalhador e a trabalhadora, que sai todos os dias da sua casa, pagar mais do que quem sai do Batel, do Cabral ou do Jardim Social e vai até o Centro? Pense nisso. Isso não sou eu que digo, é o Plano de Governo da candidata Cristina Graeml”, Pimentel.

A candidata  justificou que o modelo serve para incentivar o uso racional do transporte, garantindo maior justiça tarifária.

“Mas a gente está visando reduzir essa passagem abusiva de R$ 6 que o atual governo manteve. Os moradores do Tatuquara, assim como os moradores de vários outros bairros da cidade, vão ser estimulados a empreender e a trabalhar mais próximos de suas casas. O que a gente quer implantar é um sistema justo para aquele idoso que sai do Centro da cidade. Esse morador do Centro que vai até o Alto da Glória ou até o Cristo Rei, um bairro mais ou menos próximo do Centro, ele paga a mesma passagem de um morador que vem da Região Metropolitana até o Centro da cidade para usar o nosso sistema de saúde, que inclusive é um problema nunca resolvido pelas prefeituras de Curitiba. Não é justo. Nós vamos implantar a passagem por quilômetro rodado. Isso é simples, já existe no exterior, é eficaz e é mais honesto”, explicou Cristina Graeml.

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