Política
Publicado em 21/09/2026, às 06h46 Reprodução Redação Bnews
O candidato ao governo do Rio de Janeiro Cyro Garcia (PSTU) defendeu o chamado “calote” no transporte público como uma forma de manifestação política durante entrevista ao jornal Extra.
O candidato, que também propõe tarifa zero, afirmou que deixar de pagar a passagem pode ocorrer tanto por falta de condições financeiras quanto por uma decisão consciente de um grupo de pessoas.
Questionado se é a favor do calote enquanto a tarifa do transporte público permanece cara, Cyro Garcia classificou a prática como uma manifestação política.
“O calote é uma manifestação política, não vejo como transgressora. Ou não está em condições de pagar, ou é por consciência, numa movimentação que as pessoas se reúnem. Pode ser ilegal, mas não é ilegítimo”, disse.
A declaração está relacionada à proposta do candidato de acabar com a cobrança de tarifa no transporte público do Rio de Janeiro.
Cyro Garcia defende a tarifa zero e afirma que o transporte público deve ser tratado como um serviço essencial, e não como uma mercadoria.
“Tarifa zero. Transporte público é um bem essencial. Não é mercadoria para enriquecer meia dúzia de empresários. Temos que reestatizar todas as empresas que foram privatizadas nos governos anteriores, como trem e metrô, recriar a CTC e mudar o modal de rodoviário para ferroviário”.
O candidato também defende a expansão da rede de transporte e a integração entre os diferentes modais.
Entre as propostas citadas estão a chegada do metrô a São Gonçalo e à Zona Oeste, a interligação com os trens e a transformação do Bus Rapid Transit (BRT) em Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Segundo Cyro, uma cidade do tamanho do Rio de Janeiro ter apenas duas linhas de metrô é insuficiente.
Na entrevista, Cyro também foi questionado sobre a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e se a medida poderia ajudar o estado a sair da crise financeira.
O candidato respondeu que 'não' e defendeu mudanças na relação do estado com a União. Entre as propostas apresentadas estão a taxação dos super-ricos, a expropriação de grandes grupos de ensino para ampliar a oferta de educação pública gratuita e o fim das isenções fiscais que, segundo ele, são excessivas no estado.