Política
Publicado em 12/08/2024, às 08h23 Divulgação Rebeca Silva
A permanência do deputado Marcos Pereira (Republicanos) na disputa pela presidência da Câmara foi tratada como uma incógnita entre os articuladores da sucessão de Arthur Lira (PP-AL).
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Pereira declarou sua candidatura em 2020, afirmando continuar na campanha e seguir até o fim, mas acabou desistindo. Após ser excluído das conversas com o então presidente Rodrigo Maia, ele abandonou sua candidatura, mudou de partido e passou a apoiar Lira.
Na ocasião, Pereira estabeleceu um acordo, onde Arthur Lira afirmou apoiá-lo como sucessor ao final de seus dois mandatos à frente da Casa.
Segundo informações do portal Veja, esse pacto está indefinido. Arthur Lira agora considera outras duas opções principais para apoiar na eleição programada para fevereiro do próximo ano, os deputados Elmar Nascimento (União-BA) e Antônio Brito (PSD-BA).
As discussões giram em torno da escolha de um candidato que seja leal e que tenha força suficiente para conquistar a maioria dos 513 votos da Câmara.
Apoiadores de Lira têm sugerido “alternativas” a Marcos Pereira que poderiam persuadi-lo a retirar-se da corrida. Uma das possibilidades inclui a nomeação para um ministério ou para um cargo relevante, como uma posição no Tribunal de Contas da União (TCU) – em 2023, um colega do partido, Jhonatan de Jesus, foi premiado com uma cadeira na instituição.
Também foi cogitada uma parceria entre Elmar e Pereira, onde o candidato com mais suporte seria o escolhido, enquanto o outro seria retirado da disputa. Até o momento, o deputado do Republicanos tem se mantido firme em sua intenção de continuar na disputa.
“Meu nome estará como candidato na disputa em fevereiro. Acredito que reúno todas as condições para unificar as diferentes alas políticas do plenário da Câmara. Mas se houver necessidade de disputa, vamos para a disputa”, disse Marcos Pereira a VEJA.