Política
Publicado em 17/10/2026, às 17h41 - Atualizado às 17h45 Héber Araújo / BNEWS Héber Araújo e Davi Lemos
O deputado federal reeleito Capitão Alden (PL/BA) afirmou que ACM Neto (União Brasil) errou na estratégia eleitoral ao evitar um posicionamento explícito em apoio ao então candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desde o início da pré-campanha. Segundo o parlamentar, a postura contribuiu para que o ex-prefeito de Salvador deixasse de conquistar uma parcela expressiva do eleitorado bolsonarista.
“Desde o primeiro momento eu sempre defendi que ACM Neto tivesse o posicionamento desde o início da pré-campanha em apoio a Flávio Bolsonaro. E os números falam por si. Eu acho que o resultado demonstra claramente que a estratégia foi errada”, declarou Alden.
O deputado argumentou que Neto não conseguiria derrotar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sem enfrentar diretamente a associação entre o petista e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não tem como você derrotar Jerônimo Rodrigues se o próprio Jerônimo associava a imagem dele a Lula”, afirmou.
Na avaliação de Alden, ACM Neto priorizou temas estaduais, como segurança pública, economia e educação, e evitou entrar na polarização nacional. Jerônimo, por sua vez, teria explorado o embate entre Lula e o bolsonarismo durante a campanha. “Enquanto Neto evitava o discurso polarização do tema nacional, Jerônimo surfava”, disse o parlamentar.
Alden também afirmou que foi alvo de ataques por causa de seu posicionamento político. “Eu fui atacado, toda a campanha eleitoral, como deputado Anti-Lula”, declarou. Para ele, as visitas de Lula à Bahia também contribuíram para fortalecer a associação entre o presidente e o governador. “Lula esteve na Bahia nove vezes, em menos de 12 meses, e todas as vezes que Lula esteve na Bahia, Jerônimo crescer”, afirmou.
O deputado avaliou ainda que a tentativa de ACM Neto de evitar uma associação direta com Flávio Bolsonaro pode ter afastado eleitores identificados com o bolsonarismo. “A tentativa talvez de esconder Flávio Bolsonaro, de esconder o bolsonarismo, fez que ele talvez perdesse uma votação expressiva do próprio bolsonarista que não aceitava ele estar em cima do muro, mesmo entendendo que nos unir para derrotar o PT era importante”, declarou.
As afirmações foram feitas durante um ato na Barra, em Salvador, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O evento contou com a presença do próprio ACM Neto e de lideranças ligadas ao bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-ministro João Roma (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG).
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