Política
Publicado em 20/08/2025, às 23h52 Divulgação Henrique Brinco
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) divulgou nota de esclarecimento nesta quarta-feira (20) após o relatório da Polícia Federal que o cita em conversas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma manifestação realizada em 3 de agosto, em Salvador. Segundo a PF, o episódio seria um exemplo de tentativa de Bolsonaro burlar medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiam o ex-mandatário de usar redes sociais.
Na nota, Alden afirmou que a troca de mensagens com Bolsonaro “nada mais foi do que uma saudação do presidente ao povo baiano” e que atuou como porta-voz de manifestantes que estavam nas ruas “de forma pacífica, defendendo a democracia, a liberdade de expressão e o respeito à Constituição”.
O parlamentar negou qualquer irregularidade e criticou o que chamou de “tentativa desesperada de criminalizar a oposição”. Para ele, transformar a conversa em objeto de inquérito revela a “fragilidade das acusações” e representa um risco à liberdade de imprensa e ao livre exercício da política.
Alden também comparou as restrições impostas a Bolsonaro com o tratamento dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve preso. Segundo o deputado, Lula foi autorizado a dar entrevistas, enquanto Bolsonaro estaria sendo censurado sem ter sido condenado.
Outro ponto ressaltado pelo parlamentar foi a inviolabilidade de seu mandato, garantida pela Constituição. Ele disse que a divulgação da conversa representa “grave violação” e alertou que, se isso ocorre com um deputado federal, pode acontecer “com qualquer cidadão comum”.
O vice-líder da oposição na Câmara ainda afirmou que o vazamento da conversa teria sido “seletivo” e vinculado a outros acontecimentos políticos, como a votação do PL das redes sociais, a derrota do governo na CPMI do INSS e a operação da PF na casa do pastor Silas Malafaia. Para ele, trata-se de uma estratégia para desviar a atenção de problemas enfrentados pelo governo federal.
Por fim, Alden disse que não se calará diante das investigações. “Fui eleito para defender a liberdade, a verdade e o povo brasileiro. E seguirei fazendo isso com firmeza e coragem, doa a quem doer”, afirmou, acrescentando que Bolsonaro e suas lideranças continuarão sendo alvo de perseguições políticas.