Política

Barrado? Carlos Muniz quebra o silêncio e revela motivo de não subir no palanque da convenção de ACM Neto

Carlos Muniz, presidente da Câmara, comenta sua saída do evento do União Brasil e a situação de um amigo barrado na entrada.  |  Arquivo / BNews

Publicado em 31/07/2026, às 17h58 - Atualizado às 18h06   Arquivo / BNews   Henrique Brinco

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, quebrou o silêncio e se pronunciou sobre o motivo de não ter subido ao palanque de ACM Neto durante a convenção do União Brasil, no último dia 22 de julho. O tucano afirmou que um amigo foi barrado no local pelo staff do evento e que se irritou com isso, decidindo ir embora na sequência.

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"Na realidade, não fui barrado, não. Quem foi barrado foi uma pessoa que estava comigo e quando essa pessoa foi barrada, eu simplesmente saí e não voltei mais. Eu, como presidente da Câmara, tenho certeza que isso aí não poderia acontecer. Quando você tem um amigo, que é barrado no momento da entrada, e é aquela pessoa que está com você, você não pode entrar e deixar o amigo sozinho", declarou, em entrevista para a colunista Cíntia Kelly, do Aqui Só Política.

"Eu sou amigo dos momentos ruins e dos momentos bons. E sou mais amigo ainda dos momentos ruins. E pode ter certeza, quando eu vi esse amigo sendo barrado, saí, não retornei mais. Fui chamado pelo secretário, fui chamado por várias pessoas, pedi desculpa até ao secretário Alex Santana, que veio me pegar pelo braço. E eu, no momento que eu não queria retornar, fui um pouco agressivo, mas você pode ter certeza que não houve nada disso que a imprensa estava falando. Barrado foi um amigo meu e eu não gostei no momento e me retirei", emendou Muniz.

A ausência do vereador colocou em xeque o apoio dele a Neto na eleição de 2026. Nos bastidores, ele tem feito acenos a Jerônimo Rodrigues (PT). Contudo, assegura que o posicionamento deverá ser construído com lideranças e que um anúncio oficial sobre quem vai apoiar deve ser feito na primeira semana de agosto.

O cacique afirmou ainda que não decidiu ainda se será candidato a um terceiro mandato na Presidência, mas mandou um recado ao ser questionado sobre uma suposta resistência do Palácio Thomé de Souza com a sua eventual recondução. "Quem vota são os vereadores e eu tenho certeza que Bruno Reis não vai se intrometer em um negócio desses", ressaltou.

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