Política

Cármem Lúcia defende suspensão do X, diz o que pensa sobre agressões entre candidatos e rechaça fala de Marçal

A ministra Cármem Lúcia falou sobre todos esses assuntos durante sua participação no programa Roda Viva, nesta segunda (30), na TV Cultura  |  Reprodução/ TV Cultura

Publicado em 01/10/2024, às 00h15   Reprodução/ TV Cultura   Cadastrada por Letícia Rastelly

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (30), quando falou sobre diversos assuntos atuais, desde a suspensão do “X” até as agressões ocorridas em debates eleitorais.

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Na ocasião, a ministra contou que participou da decisão sobre o X, onde todos os magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) concordaram com a decisão do ministro Alexandre de Moraes. “O Brasil não é quintal de ninguém. O Brasil precisa ser respeitado. Se eu entrar num estado estrangeiro e descumprir a norma, sou deportada. Por que temos que ser diferente? Por que uma empresa acha que pode desrespeitar o Brasil, simplesmente dar as costas para as leis? Questionou Cármem Lúcia.

Ela também cutucou Elon Musk e minimizou a importância da rede social no país: “O dono do algoritmo não pode ficar imaginando que ele é o único a ter uma expressão livre (...) A vida continuou. Vivemos sem plataformas a vida inteira. A cidadania sabe se recriar”.

Cármem falou sobre a violência nas eleições, enfatizando que todo processo eleitoral serve de aprendizado. A ministra já havia se manifestado a respeito, criticando a postura dos candidatos, após as ofensas e cadeiradas vistas no debate eleitoral para prefeituráveis de São Paulo.

A magistrada também rechaçou uma fala machista de Pablo Marçal, onde ele afirma que mulher não vota em mulher porque tem sabedoria. “Não existe isso de mulher não votar em mulher por qualquer causa. Eu a acho que a inteligência está na compreensão de mundo feita de humanos: mulheres e homens. É isso que nós temos e é por isso que temos lutado nós todos. Os seres humanos impõem a inclusão de todas e todos neste processo. Eu não vejo que tenha nada de inteligência nesta observação, no sentido de que alguém não é menos inteligente por votar em quem quer que seja”, pontuou a presidente do TSE.

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