Política
Publicado em 26/06/2026, às 16h01 Betto Jr./Secom PMS Carolina Papa
Os investimentos previstos para a prefeitura de Salvador em 2027 serão bancados, em sua maioria, por operações de crédito. É o que aponta a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da capital baiana que prevê que dos R$ 1,9 bilhão projetados para investimentos, R$ 1,4 bilhão, equivalente a 73%, virá de operações de crédito.
A informação consta no Diário Oficial do Município (DOM) publicado na quinta-feira (25).
“Saliente-se que do total previsto para 2027 (R$ 1,9 bilhão), R$ 1,4 bilhão, 73%, correspondem à recursos com Operações de Crédito; R$ 287 milhões em Contratos/Convênios e o restante em recursos destinados à contrapartida e investimentos com recursos próprios do município”, destaca um trecho do documento.
“Já nos exercícios seguintes, considerando a necessidade de revisão anual da carteira de captação de recursos, os valores de investimento absorvem apenas os desembolsos residuais dos contratos já celebrados e/ou em fase de conclusão”, acrescenta.
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirma que o dado “enfraquece o discurso da gestão Bruno Reis e do grupo de ACM Neto de que Salvador teria alta capacidade própria de investimento”. Para ele, a informação atesta que a “Prefeitura depende majoritariamente de dinheiro emprestado”.
O Diário Oficial deixa claro que a vitrine de obras de Bruno Reis e ACM Neto depende de dinheiro emprestado. Dos R$ 1,9 bilhão previstos para investimentos em 2027, R$ 1,4 bilhão vem de operações de crédito. Isso representa 73% dos investimentos. A Prefeitura faz a obra hoje, posa para foto amanhã e deixa a conta para o futuro. Esse modelo precisa ser debatido com seriedade, porque quem vai pagar é Salvador”, destacou o petista.
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