Política

Com rombo bilionário, Correios prevem mil agências fechadas e 15 mil demissões em 2026

Em 2025, os Correios tiveram um rombo de R$ 6 bilhões, quase o triplo do rombo do ano anterior  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 29/12/2025, às 15h04   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Héber Araújo

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, revelou, nesta segunda-feira (29), detalhes sobre o plano de reestruturação da estatal. Dentre os planos previstos estão o fechamento de mais de mil agências e demissões de mais de 15 mil funcionários, além de promover a revisão de cargos de alta remuneração.

As demissões, no entanto, serão feitas através do Plano de Demissão Voluntária (PDV), onde os próprios funcionários irão “pedir as contas”, recebendo benefícios como indenizações extras, para além dos direitos trabalhistas. 

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Os 15 mil funcionários que a estatal espera dispensar já em 2026 representam 17% do quadro de funcionários total da empresa. Além disso, cargos de média e alta remuneração serão reavaliados, assim como planos de saúde e previdência.

Os Correios esperam poupar cerca de R$2,1 bilhões com a otimização do quadro de funcionários. Montante esse que será somado a R$2,1 bi que são estimados de economia com o fechamento de mais de mil agências. Assim, a estatal deverá poupar R$4,2 bilhões em corte de despesas por ano no plano de reestruturação 2025–2027.

Rondon ainda afirmou que ocorrerão parcerias com empresas privadas que devem proporcionar um aumento na receita de R$ 1,7 bilhão. 

Somente neste ano, entre janeiro e setembro, os Correios tiveram um rombo estimado em R$ 6 bilhões, quase triplicando o desempenho negativo do ano passado.

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