Política

Confira detalhes dos argumentos da defesa de Bolsonaro para rebater denúncia da PGR

Advogados argumentam que julgamento de ex-presidente deve ser no plenário do STF, não na Primeira Turma.  |  Alan Santos/PR

Publicado em 07/03/2025, às 09h49   Alan Santos/PR   Cadastrado por Daniel Serrano

Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) apresentaram na última quinta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a defesa do ex-presidente sobre a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de que liderou uma tentativa de golpe de Estado.

No documento, foi pedido que o caso seja apreciado pelo plenário do tribunal, e não pela Primeira Turma da Corte, responsável pela investigação, além da anulação da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

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Ao comentar que não teve acesso à íntegra da prova produzida no processo, o advogado Celso Vilardi alegou ainda que haveria uma “tática” chamada “document dump”, uma vez que “os defensores também se encontram soterrados em uma quantidade gigantesca não só de documentos, mas de autos, apensos e feitos apartados”.

“A leitura da denúncia, que deveria servir de guia das imputações e indícios não só para a defesa, mas também para os julgadores, não tem método, lógica ou qualquer tipo de organização. Pois não se trata apenas de ter autos volumosos. Antes, é a desorganização das informações postas pela acusação em um processo que já é volumoso”, disse Vilardi.

Ainda de acordo com o advogado de Bolsonaro, há a necessidade da participação de todos os ministros do STF na análise do caso, por, entre outros motivos, de um uma denúncia apresentada contra um ex-presidente da República.

“Parece ser inadmissível que um julgamento que envolve o ex-presidente da República não ocorra no Tribunal Pleno. E não se diz isso apenas em função da envergadura do caso, do envolvimento de um ex-presidente e de diversos ex-ministros de Estado. A necessidade deriva da Constituição Federal e do regimento interno da Corte”, defendeu Vilardi.

Ainda na manifestação, a defesa de Bolsonaro pediu que a delação de Cid seja anulada por “ausência de voluntariedade”. Para o advogado do ex-presidente, o ex-ajudante de ordens foi pressionado e mudou de versão sobre os fatos narrados.

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