Política

Confusão no cafezinho da Câmara: Etiquetas com 'preto amargo' e 'preto doce' viram caso de racismo

As garrafas, rotuladas como “preto amargo” e “preto doce”, motivaram um cidadão a registrar uma queixa formal na Ouvidoria da Casa  |  Reprodução

Publicado em 05/08/2025, às 11h03   Reprodução   Rebeca Santos

Um pequeno detalhe nas etiquetas de café servido na Câmara de Vereadores de Joinville (SC) gerou uma denúncia de racismo.

As garrafas, rotuladas como “preto amargo” e “preto doce”, motivaram um cidadão a registrar uma queixa formal na Ouvidoria da Casa.

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De acordo com o cidadão, os termos usados não estão alinhados com uma postura antirracista e deveriam ser substituídos por expressões neutras, como “café com açúcar” e “café sem açúcar”.

A proposta foi apresentada na sessão da última quarta-feira (30), e gerou  divergências entre os vereadores.

O presidente da Câmara, vereador Diego Machado (PSD), criticou a denúncia, classificando como exagerada.

"Gente, isso me incomodou. É uma expressão simples, usada há muito tempo. Querer transformar isso em racismo é criar um vitimismo onde ele não existe", declarou durante a sessão.

O vereador Cleiton Profeta (PL) também se manifestou pelas redes sociais, contestando a denúncia: "Transformar uma etiqueta de café em um ato discriminatório desrespeita quem realmente sofre com o racismo. Isso é cortina de fumaça", postou.

Apesar das controvérsias, a Câmara decidiu alterar as etiquetas, e uma das garrafas agora é identificada apenas como “amargo”.

Classificação Indicativa: Livre


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