Política

Coordenador de Jerônimo acusa ACM Neto de criar ‘sentimento de medo’ sobre segurança na Bahia: ‘Aqui, bandido não se cria’

Adolpho Loyola questionou presença do ex-prefeito em áreas que, segundo ele, Neto dizia serem dominadas pelo tráfico  |  Devid Santana/Bnews

Publicado em 16/09/2026, às 09h51   Devid Santana/Bnews   Eduardo Costa

O coordenador-geral da campanha de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Adolpho Loyola, afirmou nesta quarta-feira (16) que o "sentimento de medo" dos baianos em relação a segurança pública foi "criado" pelo candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).

Loyola questionou também Neto acessar áreas que, segundo ele, o ex-prefeito de Salvador dizia ser dominado pelo tráfico.

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Quem cria esse sentimento de medo é ele [ACM Neto] É a narrativa dele. Na Bahia, os investimentos não pararam na segurança pública e nós vamos continuar. Aqui, malandro não se cria", afirmou em entrevista à Rádio Baiana FM, transmitida simultaneamente na BNewsTV no Youtube.

"E agora, pasmem, lugares que ele diz que não consegue entrar, ele entra. Como assim? Um cabra que nunca foi numa favela, fora na época da campanha, nunca foi em uma comunidade, tá dizendo que lá tá deflagrado e ele entra? Como é que ele entra? Que história é essa?", disse.

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Ainda na entrevista, Loyola afirmou que na Bahia "bandido não se cria" e que o governo do Estado trabalha "como nunca" para resolver o problema da segurança pública.

"Aqui na Bahia, bandido não se cria. Nossa polícia, nossa segurança pública vai para cima [...] Nós estamos trabalhando como nunca para resolver o problema da segurança pública. Aqui não tem refinaria de droga, isso sai lá de Goiás", disse.

Cenário da segurança na Bahia 

Apesar das declarações de Loyola, os dados oficiais do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam um cenário desafiador para a Bahia.

Em 2025, o estado registrou 5.473 Mortes Violentas Intencionais (MVI), o que representa uma taxa de 36,8 vítimas por 100 mil habitantes. Embora o índice aponte uma redução de 9,6% em relação ao ano anterior, o estado manteve a segunda maior taxa de mortalidade violenta do país, atrás apenas do Amapá.

Além disso, o levantamento aponta que cinco das dez cidades mais violentas do Brasil ficam na Bahia (municipais com mais de 100 mil habitantes): Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro. 

O ranking nacional é liderado por municípios que sofrem com os impactos de disputas territoriais e rotas do tráfico de drogas.

Classificação Indicativa: Livre


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