Política
Publicado em 06/11/2024, às 08h13 - Atualizado às 08h14 Reprodução / TV Brasil Yuri Pastori
A prisão do ambientalista azerbaijano Anar Mammadli, em 29 de abril, é um dos episódios que ilustra a repressão contínua no país anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29, que começa na próxima semana na capital do Azerbaijão, Baku. As informações são de O Globo.
Se condenado, Mammadli pode pegar até oito anos de prisão por “contrabando”, segundo o seu colega Bashir Suleymanli revelou à AFP. Eles fundaram a Climate of Justice Initiative (Iniciativa de Justiça Climática, em português) para promover a defesa do meio ambiente no Azerbaijão. O país é rico em hidrocarbonetos. A organização foi forçada a fechar após pressão do governo.
As principais organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, denunciaram o caso. As organizações pedem à ONU e ao Conselho da Europa que “usem o impulso da COP29” para “pôr fim à perseguição de vozes críticas” no Azerbaijão.
Uma carta, publicada pela União pela Liberdade dos Presos Políticos do Azerbaijão, mostra os nomes de 288 detidos, incluindo líderes da oposição, defensores dos direitos humanos e jornalistas.
O país é comandado desde 2003 por Ilham Aliev, de 62 anos, desde que seu pai, o ex-presidente Heydar Aliev, morreu. Heydar era ex-general da KGB e ex-líder comunista da época em que o Azerbaijão era uma república soviética.
Apesar das denúncias de repressão, o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão nega as acusações e as consideram como “tendenciosas e inaceitáveis” e “inadequadamente motivadas politicamente”.
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