Política
Publicado em 15/09/2026, às 11h20 Ricardo Stuckert / PR Redação
O presidente Lulaintensificou o movimento de se descolar do ministro Alexandre de Moraes e minimizar os efeitos eleitorais da sessão histórica marcada para hoje no Supremo Tribunal Federal (STF).
No círculo próximo ao presidente, a orientação, neste momento, Ori Uma das frentes nesse sentido foi implementada pelo próprio Lula que passou as últimas semanas dedicado a empoderar o ministro Edson Fachin e aproximar o governo da presidência do STF.
Lula, segundo relatos de ministros à CNN, chegou a dizer nas conversas reservadas que o fortalecimento de Fachin seria “a única saída” para a crise.
Há uma preocupação dentro do Planalto com um possível placar na sessão de hoje que isente Moraes de uma investigação. Esse cenário poderia dar mais munição para o campo bolsonarista, que tentaria colar em Lula a ideia de uma espécie de passe livre ao magistrado.
Embora busque se afastar de Moraes diante do julgamento no STF, Lula não abandonou o magistrado, de acordo com a avaliação de petistas próximos a ele. O tom quanto às acusações que pesam contra o ministro tem sido reiteradamente o de que tudo deve ser investigado, mas que não deve haver pré-julgamento.
Nos bastidores, Moraes tem contado com movimentos favoráveis de dois ministros indicados por Lula para o STF – Cristiano Zanin e Flávio Dino. Ambos são tidos como votos alinhados ao magistrado no julgamento que será aberto hoje, junto com o ministro Gilmar Mendes. Mas a complexidade do julgamento tem alimentado a ideia de que a crise embaralhou alinhamentos internos na Corte.