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Política

Daniella Marques rebate acusação do PT: "O Bolsa Família já tem prazo de continuidade, com Lula, de um ano"

Daniella Marques acusou o PT de espalhar 'fake news', pois disse que proposta de Flávio é dobrar o atual prazo de continuidade  |  Reprodução / X

Publicado em 19/10/2026, às 17h31 - Atualizado às 17h49   Reprodução / X   Davi Lemos

A conselheira econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, rebateu nesta segunda-feira (19) as críticas do PT à proposta de ampliar de um para dois anos o período de transição do Bolsa Família para beneficiários que conseguem aumentar a renda ou ingressar no mercado de trabalho formal. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a medida pretende dar mais segurança às famílias durante a busca por autonomia financeira.

A reação ocorreu depois que o PT acusou a campanha de Flávio de pretender desligar beneficiários do programa social após dois anos. “URGENTE! Assessora econômica de Flávio Bolsonaro admite que pretende desligar beneficiários do Bolsa Família após dois anos. Ouça! PROTEJAM O BOLSA FAMÍLIA!”, publicou o partido nas redes sociais. Daniella contestou a interpretação e afirmou que a proposta prevê a ampliação do período de proteção, além do retorno automático ao programa para quem voltar a precisar do auxílio.

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“Hoje, quem recebe Bolsa Família passa por uma regra de transição de cerca de um ano para conseguir um emprego e com só 50% do benefício, com uma trava de 36 meses para retornar ao programa caso precise. O Flávio Bolsonaro vai ampliar esse prazo para dois anos e assim dar mais segurança ainda para quem quer crescer e prosperar, com 100% do valor garantido. E com retorno automático para quem precisar voltar ao Bolsa Família”, escreveu a conselheira econômica.

Hoje, quem recebe Bolsa Família passa por uma regra de transição de cerca de 1 ano para conseguir um emprego e com só 50% do benefício, com uma trava de 36 meses para retornar ao programa caso precise. O @FlavioBolsonaro vai ampliar esse prazo para 2 anos e assim dar mais segurança ainda para quem quer crescer e prosperar, com 100% do valor garantido. E com retorno automático para quem precisar voltar ao Bolsa Família! O caminho da prosperidade você já sabe: só será possível votando 2️⃣2️⃣✅.

— Daniella Marques (@soudanimarques) October 19, 2026

Em vídeo publicado junto à manifestação, Daniella também respondeu a uma notícia da colunista Bela Megale sobre a repercussão da proposta. “O Bolsa Família já tem prazo de continuidade com o Lula de um ano. Com Flávio, vai ser de dois anos”, declarou. Ela explicou que, pela proposta, famílias que aumentarem a renda ou conseguirem emprego com carteira assinada poderão continuar recebendo o benefício integral durante dois anos, em vez do período de transição atualmente previsto.

A conselheira defendeu que a política social funcione como um mecanismo de proteção durante a busca por melhores condições de vida. “A gente quer que você se liberte, nós não queremos perpetuar as pessoas na pobreza, a gente quer que você prospere”, afirmou. Daniella acrescentou que o objetivo é permitir que os beneficiários abram negócios, busquem qualificação profissional e ingressem no mercado formal de trabalho.

Ao concluir a gravação, ela voltou a criticar a reação do PT e pediu que a proposta fosse apresentada como uma ampliação do período de proteção social. “Então não caia nas fake news do PT, explorem bastante a ampliação do nosso plano”, disse. Em seguida, resumiu a diferença entre as regras defendidas pelas duas campanhas: “Lula, um ano de proteção. Com Flávio Bolsonaro, dois anos de proteção para sua família voar”.

Regras atuais

As regras de proteção do Bolsa Família foram atualizadas em maio de 2025 e passaram a valer em junho daquele ano. Famílias que já estavam na regra até junho e tinham renda de até R$ 759 por pessoa continuam recebendo 50% do benefício por até 24 meses.

Para quem entrou na regra a partir de julho de 2025, o prazo varia conforme a renda: famílias com rendimentos fixos, como aposentadorias e pensões, podem permanecer por até dois meses, enquanto aquelas com aumento de renda não permanente têm prazo de até 12 meses.

A regra é aplicada quando a renda mensal ultrapassa R$ 218 por pessoa. Se voltar a ficar dentro desse limite, o benefício pode retornar ao valor integral. Segundo o governo federal, o objetivo é evitar o corte imediato do auxílio após a conquista de emprego ou o aumento da renda familiar.

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