Política

Davi Alcolumbre diz que país não tem condição de arcar com piso salarial: “Vai precisar de dez Brasis”

Conforme Davi Alcolumbre, os parlamentares irão votar favoráveis as propostas pelo ano eleitoral  |  Reprodução/Youtube TV Senado

Publicado em 10/06/2026, às 16h02   Reprodução/Youtube TV Senado   Héber Araújo

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou, na terça-feira (9), propostas de parlamentares que criam pisos salariais para diversas categorias profissionais. De acordo com o senador, é preciso ter cautela para garantir a responsabilidade fiscal e, por isso, não pode pautar os projetos deste tipo.

Em discurso no plenário do Senado, o presidente do Congresso citou algumas propostas que tramitam na casa, como matérias que beneficiam técnicos de enfermagem, garis e técnicos da área da educação. Algumas propostas citadas, além de definir um piso salarial também concedem aposentadorias especiais para determinados grupos.

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“No ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Porque o que eu botar para votar, todo mundo vai votar 'sim' por conta da eleição, e vai ter que arrumar 'dez Brasis' para pagar. E aí fica sendo eu o culpado que não quer dar um piso para o médico. O piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento; o piso para o enfermeiro. Meu Deus, vamos dar! Mas o Brasil comporta isso? O Brasil vai resistir? Às finanças públicas vão resistir?”, indagou Alcolumbre.

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A declaração do presidente do senado ocorreu após ser cobrado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), para que paute a proposta de piso salarial nacional para garis e margaridas. 

Alcolumbre continuou afirmando que as finanças do Brasil não tem condições de arcar com as consequências dos pisos salariais e das aposentadorias especiais. “E como, infelizmente ou não, eu estou sendo cobrado por muitos colegas meus, eu estou, assim, muito triste de ter que ficar toda hora dizendo 'não posso pautar', 'o Estado brasileiro não vai resistir', 'os municípios brasileiros não vão ter condições de pagar'".

Entretanto, na contramão do que disse o presidente, a CCJ do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde.

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