☰
✕

Política

Defesa de Daniel Vorcaro alega falha em custódia de celular apreendido pela PF

Baseados em laudo pericial, advogados de Vorcaro argumentam que falhas na cadeia de custódia podem anular evidências  |  Divulgação

Publicado em 30/10/2026, às 07h40   Divulgação   Yuri Pastori

A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) e alegou que o celular do empresário foi manuseado pela Polícia Federal (PF) após ter sido apreendido.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Baseados em um laudo de um perito contratado, os advogados se referiram a registros do sistema para argumentar que falha na cadeia de custódia, que poderia anular as provas obtidas no aparelho.

A análise do extrato de dados do iPhone indica que as alterações apontadas pelo perito não indicam acesso humano ou violação, mas eventos automáticos do sistema operacional iOS. Registros de telas acesas, tentativas de reconhecimento pelo Face ID e conexões USB se referem ao comportamento do aparelho ao ser colocado para carregar. A ação é necessária para mantê-lo ligado até a extração oficial das informações.

O aparelho foi colocado em modo avião às 23h22 do dia da prisão e não registrou nenhum desbloqueio ou recebimento de novas mensagens após isso. As alterações apontadas no banco de dados do WhatsApp e no chaveiro de senhas do sistema ocorreram de forma simultânea e automática por rotinas da Apple acionadas pela conexão do celular à fonte de energia.

O laudo encomendado pela defesa reconhece que os registros automáticos do sistema não permitem comprovar intervenção humana ou transferência de dados durante o período. A defesa também questiona o surgimento e a modificação de centenas de arquivos no dia seguinte à prisão. Os advogados alegaram falta de acesso ao material bruto completo para uma verificação mais aprofundada.

Procurados pelo portal Uol, os advogados de Daniel Vorcaro sustentam que a ausência dos dados brutos integrais impede a perfeita aferição da integridade da prova. O defensores argumentam ainda que foram identificados indícios de modificações digitais com datas posteriores à extração, o que exigiria esclarecimentos técnicos detalhados por parte da perícia oficial.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Classificação Indicativa: Livre


TagsBanco MasterDaniel Vorcaropolícia federalstf

Leia também


Julian Lemos projeta fuga de Jair Bolsonaro para os EUA: "Vão tirar Jair de dentro de casa"


Casa Branca avisa a Flávio que declarar-se presidente é inviável, diz colunista