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Política

Defesa de ex-candidato do PL nega ligação com PCC após pedido de prisão

Danilo Morgado foi citado em relatório da Operação Vectura Corrupta; advogados afirmam que investigação não apresentou provas de repasses financeiros ou participação no PCC  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 08/11/2026, às 17h05   Reprodução/Redes Sociais   Eduardo Costa

A defesa do ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande (SP) e a deputado estadual, Danilo Morgado (PL-SP), negou que o político tenha relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Morgado teve um pedido de prisão expedido pela Polícia Civil no relatório final da Operação Vectura Corrupta, que também levou à prisão do ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União Brasil).

No relatório final, o delegado Fabricio Intelizano sustenta que o político é “beneficiário direto de valores decorrentes da OrCrim [organização criminosa], possuindo alto poder econômico, o que põe em risco a sua permanência no distrito da culpa”.

Ainda segundo o delegado, Morgado é “pessoa extremamente difícil de encontrar, sendo certo que nas oportunidades em que foram deferidas buscas contra si, não foi encontrado em nenhum dos locais, sendo certo que somente foi possível sua captura também em decorrência do caráter itinerante do mandado de busca, aliado ao rápido e eficaz trabalho de inteligência policial no dia do cumprimento do mandado”.

A defesa do ex-candidato do PL diz que recebeu com serenidade o indiciamento formalizado no relatório final. “A conclusão policial, contudo, não encontra correspondência objetiva nos próprios elementos descritos no documento. Apesar de mais de cinquenta dias de investigação após a deflagração da operação, a própria autoridade policial concluiu que nenhum elemento novo havia surgido contra Danilo e que sequer dispunha do resultado da extração dos aparelhos apreendidos em sua residência”, diz.

Segundo a defesa, o indiciamento “foi construído, portanto, a partir das mesmas conversas pretéritas entre terceiros que já haviam fundamentado as medidas cautelares anteriores”.

Além disso, os advogados sustentam que o relatório das investigações não identificou nenhuma transferência bancária, entrega de numerário, pagamento de despesa eleitoral, depósito, valor recebido ou vantagem econômica destinada a Danilo. 

“Também não se atribui a Danilo qualquer função na estrutura do PCC, participação em tráfico de drogas, negociação de armas, controle de empresas de transporte ou atuação operacional em benefício da facção. Relações políticas e contatos pessoais foram convertidos, por inferência, em suposta adesão criminosa, sem demonstração de ato consciente, estável e funcional de integração à organização”, diz.

Classificação Indicativa: Livre


TagsDanilo MorgadooperaçãopccPLpolíticaSão Paulo

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