Política

Ao BNews, defesa de Jaques Wagner esclarece negociação sobre terreno em Camaçari e envia documentos

A defesa do senador Jaques Wagner afirmou que negociação de terreno com o Grupo City foi iniciada em 2024  |  BNEWS / Arquivo

Publicado em 18/07/2026, às 21h21   BNEWS / Arquivo   Yuri Pastori e Davi Lemos

A defesa do senador Jaques Wagner (PT/BA), em contato com o BNEWS neste sábado (18), afirmou que as negociações do parlamentar com o City Football Group foi iniciada em 2024, antes, então, da operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar irregularidades na atuação do senador junto ao Banco Master. A defesa sustenta ainda que o senador não tentou vender o terreno localizado em Camaçari após a operação policial.

O terreno, localizado na Região Metropolitana de Salvador, foi negociado com uma empresa que tem entre os sócios o Grupo City, controlador da SAF do Esporte Clube Bahia, em parceria com empresas do setor imobiliário. A área deverá integrar um empreendimento imobiliário previsto para ser construído ao lado do futuro centro de treinamento do clube.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

"A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos", afirmou a defesa. O BNEWS teve acesso a documentos que, segundo a defesa, comprovam que o senador iniciou a negociação no período declarado e que seria realizada parte em dinheiro (já pago pelo Grupo City) e outra parte em permuta por unidades do empreendimento.

"O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura publica foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta", prossegue a assessoria do senador baiano.

Confira abaixo imagens da documentação enviada pela assessoria jurídica de Jaques Wagner.

Como destacou reportagem do Estadão publicada neste sábado (18), um dia após ser alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho, o senador Jaques Wagner protocolou, em 19 de junho, no 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari, um contrato de compra e venda de um terreno de 51 mil metros quadrados adquirido por ele no ano 2000.

No registro, o cartório consignou: "Em cumprimento ao protocolo nº (...), expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel objeto da matrícula supra, de propriedade de Jaques Wagner".

Outro negócio

Ainda segundo reportagem do Estadão, Jaques Wagner também havia acertado a venda de um segundo imóvel por R$ 10 milhões, o apartamento dele em Salvador, em transação protocolada em cartório uma semana antes da operação da PF. Com a ordem de André Mendonça, o negócio também foi bloqueado e a transmissão de propriedade na matrícula do imóvel não foi autorizada pelo cartório".

Ainda segundo a publicação, mesmo com a ordem de indisponibilidade dos imóveis determinada pelo ministro André Mendonça (STF), o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões pelos negócios.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJaques WagnerCamaçaripolícia federalEsporte Clube BahiaterrenodocumentosAndré MendonçaGrupo CityBanco MasterCity Football GroupOperação Compliance Zero

Leia também


Jaques Wagner comenta impacto caso Master na pré-campanha: "Estou absolutamente tranquilo"


STF impediu Jaques Wagner de vender dois imóveis em datas próximas de operação da PF; senador se manifesta