Política
Publicado em 13/10/2026, às 11h00 Reprodução Anderson Ramos
Deputado federal eleito por São Paulo, Lucas Pavanato (PL) foi detonado por seguidores por conta de uma postagem em suas redes sociais no qual ataca o voto feminino.
Nos comentários de um vídeo no qual aparece com Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual também por São Paulo, ele escreveu: “Sou contra o voto feminino se for de petista”.
A reação negativa foi imediata. “Quando você fala isso você se comporta igual a eles. Tenha postura”, escreveu um. “Apesar de ser brincadeira, não é postura de político. Sou direita, mas não concordo”, escreveu outro seguidor.
O ataque ao voto feminino passou a ecoar no debate político do Brasil e nos círculos conservadores nos Estados Unidos.
Em junho , o bolsonarista Paulo Figueiredo, neto do ditador brasileiro general João Batista Figueiredo, abusou da misoginia, em uma live no YouTube. Na ânsia de criticar Michelle Bolsonaro, depois da divulgação de vídeo contra Flávio Bolsonaro, o fiel escudeiro da família Bolsonaro, atacou as mulheres, afirmando que elas “votam mal”.
Nesse ecossistema digital, mulheres também se posicionam contra o sufrágio feminino e chegam até a dizer que abririam mão do próprio direito a voto.
Uma das defensoras dessa ideia é Fernanda Guardian, sócia de uma consultoria de investimentos e com 300 mil seguidores no Instagram. Ela mora em Miami e mostra em fotos no perfil a sua rotina na cidade.
Em uma postagem, ela afirma que "o voto feminino foi um erro" e que "abriria mão facilmente do meu voto".
Outra influencer que se posicionou contra o voto das mulheres foi Pietra Bertolazzi, com 1,3 milhão de seguidores, e defensora da submissão feminina ao homem.