Política
Publicado em 09/08/2025, às 15h54 reprodução/ redes sociais Bruna Rocha
Após participar do motim que impediu o trabalho da Câmara Federal por mais de 30 horas e se tornar alvo do Conselho de Ética, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) se defendeu alegando ser autista e não compreender o que estava acontecendo. As informações são do Estadão.
Junto ao deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), Pollon foi um dos últimos a deixar o espaço que impediu o presidente da casa, Hugo Motta, de assumir.
"Estão dizendo que ele (Marcel van Hattem) sentou na cadeira do Hugo Motta e que ele me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Olhem as imagens. Eu sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo ali naquele momento", argumentou Pollon.
O vídeo mostra um trecho anterior em que o deputado diz ao colega do Novo: "Eu não entendi. Não vou sair." Além disso, Pollon afirmou ter pedido a Marcel van Hattem que o acompanhasse até lá para orientá-lo.
"E eu sentei na cadeira do Hugo Motta, e ele sentou ao meu lado, pois é uma pessoa em quem confio. E falei: 'Me orienta, pois pelo que nós combinamos haveria um rito para a desocupação do espaço e esse combinado não foi cumprido. Nós desceríamos antes que o presidente subisse'", declarou.
Apesar de sua argumentação, dias antes da invasão, o deputado federal Marcos Pollon chamou o presidente da Casa, Hugo Motta, de "bosta" e "baixinho de um metro e 60". A declaração foi feita em um discurso inflamado durante uma manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo (3) no Mato Grosso do Sul, Estado do parlamentar.
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