Política
Publicado em 09/04/2025, às 15h53 Divulgação Humberto Sampaio, direto de Brasília
Após a AGU pedir a abertura de inquérito contra o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por ter afirmado três vezes na Comissão de Segurança Pública que “quer que Lula morra”, a imprensa levantou um dossiê com todos os processos que têm o parlamentar bolsonarista como réu. Entre eles, está o movido pelo cantor e compositor Caetano Veloso, que foi ofendido pelo deputado capixaba em 2023.
Os dois artistas moveram ações contra o deputado do PL por “informação caluniosa” e pedem, na Justiça, indenizações de R$25 mil cada um. O parlamentar ofendeu a honra dos dois artistas durante um pronunciamento no plenário da Câmara, em outubro de 2023.
Agressões verbais e ofensa à honra das pessoas já rendeu a Gilvan da Federal uma condenação pela Justiça do Espírito Santo. No mês passado, o deputado foi sentenciado a um ano, quatro meses e 15 dias de prisão em regime aberto por um crime cometido em 2021, quando era vereador em Vitória (ES). Na época, Gilvan da Federal mandou, em plena sessão de homenagem ao Dia da Mulher, a vereadora Camila Valadão (PSol) calar a boca e a acusou de ser “assassina de crianças”.
Em outubro do ano passado, a PGR também encaminhou denúncia contra ele no STF por abusar da imunidade parlamentar ao chamar o presidente Lula de “ladrão e corrupto” durante uma manifestação. O caso está na 1ª Turma aguardando manifestação do relator, o ministro Luiz Fux.