Política

Deputado revela acordo arriscado para retirada de tornozeleira eletrônica; saiba mais

Deputado Marcos Do Val afirma que a articulação é para que ele abra mão do mandato na Câmara  |  Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 06/08/2025, às 18h27 - Atualizado às 18h31   Marcelo Camargo / Agência Brasil   Redação Bnews

O senador Marcos do Val (Podemos) rejeitou o acordo feito entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada da tornozeleira eletrônica. 

De acordo com Marcos do Val, seria necessário abrir mão de seu mandato para a suspensão das medidas cautelares, alternativa que descartada por ele. O deputado pontua ainda que caso saia, a sua suplente, que é de esquerda, é quem assumiria a cadeira. 

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“Querem que eu aceite um acordo para deixar o mandato e, no meu lugar, assumir a minha suplente, que é de esquerda. Isso não vai acontecer. Nem eu nem a oposição aceitamos esse acordo. Rejeito. O que queremos é que tirem as medidas cautelares impostas contra mim para não haver confronto institucional com o Senado”, disse Do Val em entrevista à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

De acordo com o parlamentar, além de Alcolumbre, participaram da reunião os ministros do Supremo, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Marcos Do Val passou a usar tornozeleira por ordem de Moraes. A determinação foi proferida na segunda-feira (4) após o deputado deixar o Brasil após contrariar uma ordem do STF para passar dez dias nos Estados Unidos (EUA) com a família.

Proibição 

Em agosto do ano passado, Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Marcos Do Val, incluindo o diplomático, além do bloqueio de R$ 50 milhões. A ordem é referente a um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) contra o parlamentar por ofensas e ataques contra investigadores da instituição.

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