Política
Publicado em 18/08/2026, às 23h08 - Atualizado às 23h21 Lara Curcino / BNews Lara Curcino e Henrique Brinco
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que, caso seja eleito, pretende manter o Bolsa Família como uma política de Estado. Segundo ele, programas de transferência de renda devem continuar existindo, mas precisam permitir que os beneficiários deixem a dependência da assistência.
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“Olha, a Bolsa Família, ela sempre será mantida. Isso não é política de candidato à Presidência da República, é política de Estado. Ela será eternamente mantida para as pessoas que têm a condição de pobreza e extrema pobreza”, afirmou, no Encontro com Presidenciáveis, promovido pela Unecs, em Brasília, nesta terça-feira (18).
O ex-governador de Goiás defendeu investimentos nessas áreas como forma de romper o que classificou como um “ciclo vicioso”. “O que se faz [necessário] no Brasil é, melhorando a educação, combatendo a criminalidade, o narcotráfico, o jovem vai querer profissionalizar na sua área, vai querer concluir o seu ensino médio, vai querer fazer uma faculdade e aí ele vai ter renda e vai sair do ciclo vicioso”, declarou.
Caiado citou uma pesquisa, sem detalhar o estudo durante a declaração, segundo a qual apenas 2,9% das pessoas teriam conseguido sair da condição de pobreza e chegar à classe média alta após 20 anos de PT.
“O que se quer de uma política social é emancipação das pessoas. O que se quer com a política social é levar renda para as pessoas. Se você tem uma mobilidade social de 2,9% para poder chegar numa renda média alta, em 20 anos, você não consegue até hoje dar uma outra mobilidade?”, disse.
Para ele, a dificuldade de ascensão social estaria relacionada à falta de educação de qualidade, formação técnica e profissionalização. O candidato criticou o que chamou de “política populista” e afirmou que o país precisa mudar a estratégia adotada para combater a pobreza.
“Esta é a carência de um país que está empobrecido em decorrência de uma política populista. O populismo destrói as nações. É isso que o Brasil é vítima”, afirmou.
Ao comparar o desempenho brasileiro com o de outros países, Caiado mencionou Vietnã, Camboja e Índia. Segundo ele, nações que enfrentaram situações de pobreza ou calamidade conseguiram avançar mais rapidamente em áreas como educação, formação e desenvolvimento econômico.
“Se você comparar hoje, com o Vietnã, o Brasil tá perdendo. Com o Camboja. Não tô falando em China, Coreia do Sul. Tô falando em Índia. Tô falando de países que realmente há poucos dias estavam aí vivendo uma situação de calamidade”, concluiu.