Política
Publicado em 07/07/2025, às 15h37 reprodução - freepik Gabriel Santana
A dívida superior a 10 bilhões de reais, da Venezuela com o Brasil, já ultrapassa 7 anos e não existe nenhuma previsão de quando será paga. Desde quando a Venezuela virou inadimplente, em 2018, o valor de juros já é superior a 2,7 bilhões de reais.
Esta dívida permanece em crescente e os valores são de operações de comércio exterior e infraestrutura. Os calotes da Venezuela com o Brasil englobam operações de crédito para exportações brasileiras. Em sua maioria, são sobre a infraestrutura do país vizinho como: metrôs, estaleiros e siderúrgicas.
Os dados mais recentes são de acordo com o Ministério da Fazenda, até 28 de fevereiro de 2025. Segundo reportagem da CNN Brasil, os números dizem respeito aos valores já pagos pela União em indenizações a bancos financiadores e juros de mora (quando há atraso no pagamento de uma dívida) acumulados.
Mas, este valor pode ser muito maior se for considerado o passivo total que gira entre 1,7 e 2,5 bilhões de dólares junto com a cotação do dólar. Aí, a quantia seria estimada em quase 12 bilhões de reais.
Estes financiamentos foram cobertos pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE), apoiado pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para possibilitar o pagamento a exportadores brasileiros em casos de inadimplência dos países importadores. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse que "Todos os recursos foram desembolsados no Brasil, em reais, diretamente aos exportadores".
Segundo informações da CNN, o Ministério da Fazenda ainda não divulgou o prazo para o pagamento ou renegociação desta dívida da Venezuela com o Brasil.
Além do Brasil, a Venezuela tem dívidas com China (20 bilhões de dólares), Rússia (+de 60 bilhões de dólares). Como também existem questões a serem resolvidas acerca dos acordos de fornecimento de petróleo a países caribenhos (Cuba e Haiti).
Por causa destes fatores, a relação política entre Brasil e Venezuela sofreu mudanças significativas e um exemplo disso é o veto realizado pelo Brasil contra a entrada da Venezuela no Brics e o rompimento dos laços de diálogo. Em junho deste ano, o presidente Lula defendeu a troca desta dívida "por desenvolvimento e emissão de Direitos Especiais de Saque para mobilizar recursos valiosos para proteger os oceanos".
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