Política
Publicado em 04/10/2026, às 08h49 Reprodução/ You tube Samuel de Jesus
O bispo Dom Adair José Guimarães, da Diocese de Formosa (GO), pediu neste sábado (3), durante uma homilia na Catedral de Brasília, que Nossa Senhora Aparecida livre o Brasil do comunismo. A declaração aconteceu na véspera do primeiro turno das eleições de 2026 e em meio à polêmica envolvendo a imagem da santa nas campanhas políticas dos dois principais candidatos a presidente.
CARACAAAAAAA As vésperas da eleição o BISPO da IGREJA CATÓLICA pediu AGORA noite que "Nossa Senhora livre o Brasil do Comunismo" GENTE! https://t.co/76nnEZlkGB
— Sidnelson (@SidnelsonEu) October 4, 2026
Que a Nossa Senhora de Aparecida nos ajude amanhã, com a esperança de que com a boa vontade do nosso povo brasileiro, a gente possa melhorar os caminhos da nossa nação. Uma nação tão rica, mas com atraso gigantesco, exatamente pela ideologia. O governo deve ser um governo de serviço, não um governo de projeto de poder ideológico. Por isso, pedimos à Nossa Senhora que nos livre da peste, da fome e do comunismo.
O religioso ainda afirmou em discurso que o país está “de mal a pior” e pediu aos fiéis que participem da votação deste domingo (4) de forma consciente. Dom Adair também defendeu que os eleitores evitem votar branco ou nulo e escolham candidatos que tenham confiança.
O bispo criticou ainda governos baseados, de acordo com ele, em “projetos de poder ideológico” e defendeu que a administração pública deve ter como objetivo servir à população em primeiro lugar.
Do jeito que está, não dá", criticou o bispo. "Amanhã é o dia de a gente pensar, com muita consciência, o que eu quero para a nossa nação.
A declaração ocorre em meio à reta final da campanha presidencial. Nos últimos dias, o assunto sobre religião ganhou força no debate eleitoral após Flávio Bolsonaro (PL) acusar integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudarem a disseminar notícias falsas sobre uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A CNBB negou a acusação e cobrou provas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O tema também foi muito mencionado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante atos de campanha e entrevistas concedidas. O presidente afirmou que as religiões devem ser respeitadas e declarou que não permitirá desrespeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida.
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