Política
Publicado em 04/10/2026, às 05h00 BNews e divulgação campanha Héber Araújo
Mais de 11 milhões eleitores da Bahia acordam, neste domingo (4), com a sensação de déjà vu, a nítida imagem de que estamos vivendo a mesma situação de antes. E de certa forma, é quase a mesma coisa.
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Assim como em 2022, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), tenta fazer jus à sua herança política e disputa pela segunda vez a cadeira de governador da Bahia. O grande desafio é, novamente, o agora ex-desconhecido Jerônimo Rodrigues (PT), que busca manter a hegemonia de seu time político.
A nova disputa entre Jerônimo e ACM Neto é mais um capítulo da disputa acirrada que começou há quatro anos, mas que, neste ano, tem a balança pesada para ambos os lados. Para o petista, pesa uma fadiga de 20 anos de PT na Bahia e aliados citados no Caso Master, enquanto, para o opositor, pesa sua própria imagem ligada ao Master e à Operação Overclean.
Apesar disso, as pesquisas eleitorais mostram ambos disputando voto a voto o Palácio de Ondina. Ambos fortalecidos por seus próprios grupos políticos, deixam a indefinição de quem será o grande vencedor, mesmo que as pesquisas eleitorais revelem que comemorar a vitória só pode acontecer após o resultado ser confirmado.
Em busca da reeleição, Jerônimo apostou na ligação com Lula, que mostrou sua força na Bahia na caminhada no circuito Barra-Ondina, mas também apostou em sua atuação no interior, onde o PT fincou raízes. A grande questão é que a população clama por mais segurança, em meio ao fortalecimento das facções criminosas, conciliado com um programa de governo que não traz grandes respostas sobre o enfrentamento na próxima gestão.
O cenário indefinido ganha contornos mais complexos quando o cenário político é o do interior baiano, longe das maiores e mais populosas cidades baianas. Apesar de o PT ter fincado raízes por todo o interior, os opositores têm buscado ganhar mais visibilidade entre os interioranos, lição essa aprendida nas últimas eleições.
A sorte está lançada, agora é hora de votar e decidir quem será o campeão. Mas o que não podemos, em hipótese nenhuma, é adotar o político eleito. A Bahia tem sérios problemas de segurança, saúde e educação que precisam ser combatidos, e cabe a nós decidir se é hora de mudar o curso ou manter a rota.