Política

Éden Valadares descarta "atalho" do PT para assumir presidência da Alba diante indefinições sobre permanência de Adolfo Menezes

Presidente estadual do PT, Éden Valadares, concedeu entrevista ao Radar BNews nesta terça-feira (21)  |  Kleyzer Guedes / PT

Publicado em 21/01/2025, às 17h47   Kleyzer Guedes / PT   Carolina Papa

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, negou que a legenda esteja buscando “atalhos” para chegar à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) diante das incertezas sobre um terceiro mandato de Adolfo Menezes na Casa. 

Em entrevista ao Radar BNews, nesta terça-feira (21), Éden Valadares defendeu que a vaga para a primeira vice-presidência da Mesa Diretora seja direcionada ao PT. O petista argumenta que o espaço é do partido por “uma questão de princípio” devido à proporcionalidade . 

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“É uma questão de princípio que já é pacificada na assembleia. O PT já tem o vice-presidente. Estamos apresentando o nome de Rosemberg Pinto para compor o nome da Mesa Diretora. Não há risco algum do PT estar buscando subterfúgio ou atalho, nós não chegaremos à presidência da assembleia dessa maneira. Caso ocorra, o que nós não esperamos, que caso o presidente Adolfo precise sair da presidência, nosso vice-presidente assumirá durante um período até que sejam convocadas novas eleições”, atestou Éden. 

A menos 15 dias para as eleições na Alba, o presidente estadual nega que haja entre os partidos um “clima de desconfiança” por causa da vaga. De acordo com o petista, rumores de uma possível divergência entre as legendas "enfraquece a posição de Adolfo Menezes" na casa legislativa. 

“O PT não trabalha com a possibilidade da saída de Adolfo Menezes. Se couber ao PT conduzir novas eleições, nós faremos isso. [...] Nós apoiamos Adolfo e acreditamos que ele seja presidente [novamente]. Não há clima de desconfiança entre o PT e o PSD. Eu acho que [os rumores] enfraquecem a posição do presidente Adolfo. Fica parecendo que tem gente torcendo para que ele caia ou que acredita que ele vai cair, não é a posição do PT, nem do PSD. Vamos votar em Adolfo acreditando que ele vai ficar os dois anos”, acrescentou. 

“Nós nunca presidimos a assembleia. O nosso jogo sempre foi do ‘ganha-ganha’, os partidos que vieram para nossa base cresceram”, finalizou.

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