Política
Publicado em 28/10/2026, às 07h59 Devid Santana / BNEWS Yuri Pastori
O Secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, criticou a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais.
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Flávio está a poucos meses do fim de seu mandato no Senado e perderá o foro privilegiado. De acordo com o dirigente petista, a atitude demonstra o temor do parlamentar de ser preso com o avanço das investigações sobre os esquemas de corrupção nos quais é suspeito.
"Todo valentão é um covarde. Quanto mais brada, quanto mais grita, mais covarde ele é. De manhã, Flávio disse que não ia reconhecer as eleições e convocou seus seguidores a ir para as ruas. À tarde, isolado pelo próprio partido, mudou o discurso e disse que ia liderar a oposição e que não desistiria do Brasil. À noite, na calada da noite, fugiu do país. Não aguentou 24h sequer", disse Éden.
"Flávio segue o roteiro do irmão foragido e do pai que tentou quebrar a tornozeleira e pegou o caminho da fuga. Deixa para trás quem votou nele, quem acreditou neles. Mas nunca foi sobre o Brasil. Nunca foi sobre ser de direita ou ser conservador. Sempre foi sobre os interesses da própria família. Não tem compromisso com o país, não tem amor pelo Brasil; tem apenas projeto de poder, tem apenas a intenção de cobrir seus crimes, se safar da justiça", acrescentou.
Éden Valadares enfatizou o desrespeito do senador com suas próprias bases e com o Poder Legislativo.
"Não importam seus apoiadores, não importam seus seguidores, a bancada no Senado, na Câmara... Não importa nada", declarou.
O secretário alertou que a extrema-direita tentará construir uma narrativa de perseguição política para encobrir a real motivação da viagem.
"E, apesar do discurso que o seu Nikolas e outros enganadores vão falar, Flávio não está fugindo de perseguição alguma. Foi candidato e perdeu na urna. Mas, depois da derrota, ele lembrou que é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro — investigação instaurada por André Mendonça. Ele lembrou que está todo enrolado no escândalo do Banco Master e nas bets de Willer Thomaz. Ele lembrou da ilha de Richarlison, das milícias, da rachadinha", finalizou.
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