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Política

Eduarda Campopiano chama Erika Hilton de 'homem biológico'

Eduarda Campopiano comparou a própria votação com a de Erika Hilton, que também bateu recorde histórico na eleição para a Câmara.  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 05/10/2026, às 17h28   Reprodução/Redes sociais   Antonio Dilson Neto

Eleita com a maior votação da história para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Eduarda Campopiano (PL) atacou a deputada federal Erika Hilton (PSOL) nas redes sociais após o resultado das eleições deste domingo (4).

Em uma publicação no X, a parlamenta chamou Erika Hilton de "homem biológico" e comparou as votações obtidas pelas duas.

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Oi @ErikakHilton Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs

— Eduarda Campopiano (@DudaCampopiano) October 5, 2026

Campopiano recebeu cerca de 1,9 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada da história da Alesp. Erika Hilton, por sua vez, foi reeleita para a Câmara dos Deputados com 1.596.472 votos, também em uma votação recorde. O resultado transformou a deputada do PSOL na mulher mais votada da história do país para o cargo de deputada federal.

O ataque ocorreu após uma eleição em que ambas registraram votações expressivas em São Paulo. Campopiano, de 23 anos, foi a candidata mais votada para a Assembleia paulista, enquanto Erika ficou em segundo lugar entre os candidatos à Câmara no estado, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL).

Disputa antiga

A declaração de Campopiano retoma uma disputa que já havia envolvido as duas parlamentares ao longo do ano. Em março, a deputada do PL se posicionou contra a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Na ocasião, integrantes do PL também questionaram a identidade de gênero da parlamentar e sua presença à frente do colegiado. Erika foi eleita e permanecerá no cargo pelo período de um ano.

Campopiano construiu sua campanha em torno de uma agenda conservadora e ganhou projeção nas redes sociais com críticas ao movimento feminista. A deputada eleita chegou a se definir como a “maior inimiga das feministas” e afirmou, durante a campanha, que pretendia barrar propostas ligadas ao campo progressista.

Erika Hilton também ampliou sua marca eleitoral neste domingo. Com 1.596.472 votos, ela superou o recorde anterior de Joice Hasselmann, que havia recebido 1.078.666 votos em 2018, e passou a ocupar o posto de mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.

Classificação Indicativa: Livre


TagsalespEduarda campopianoerika hiltonLucas PavanatoPSOLSão Paulo

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