Política

Eduardo Bolsonaro é demitido de cargo na Polícia Federal após faltar ao trabalho

Ex-deputado estava afastado da função desde que assumiu mandato na Câmara e não reassumiu o cargo após deixar o Legislativo  |  Paola de Orte/Agência Brasil

Publicado em 21/09/2026, às 09h37 - Atualizado às 09h40   Paola de Orte/Agência Brasil   Redação Bnews

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, oficializou a demissão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. Segundo a portaria, Eduardo ficou mais de 30 dias consecutivos sem comparecer ao serviço e sem apresentar justificativa.

A decisão foi assinada na sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (21). O ato cita pareceres da Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça e enquadra a conduta do ex-deputado como infração disciplinar por abandono de cargo.

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Processo administrativo

A demissão encerra um processo administrativo disciplinar aberto pela Polícia Federal depois que Eduardo deixou de reassumir suas funções na corporação.

Em julho, a Polícia Federal concluiu o procedimento e recomendou ao Ministério da Justiça o desligamento do ex-deputado. A decisão final cabia ao ministro.

Carreira na Polícia Federal

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para escrivão. Durante os anos em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados, ficou afastado da função.

Depois de perder o mandato de deputado federal, Eduardo deveria ter retornado ao posto na Polícia Federal, no Rio de Janeiro, mas isso não ocorreu.

O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época da mudança, afirmou que permaneceria no país por considerar que era alvo de perseguição política no Brasil.

Condenação no Supremo

Além do processo administrativo na Polícia Federal, Eduardo também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo.

Na decisão, o STF entendeu que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro. A Corte fixou pena de quatro anos e dois meses de prisão e também declarou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

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